“As pessoas querem saber mais do que queremos falar”. Debate sobre as marcas na era da imperfeição – #cpbr5

A noite desta sexta-feira foi marcada pela discussão de representantes de grandes marcas sobre como lidar com marcas na “era da imperfeição”. O debate, que rolou no palco de Mídias Sociais, contava com alguns nomes bem interessantes, como Kareen Terenzzo (Comunicação e Marketing da Arezzo), Luca Cavalcanti (Diretor de Canais Digitais do Bradesco), Murilo Moreno (Marketing Store na Nissan), Carolina Lima (do livro “Como acabar com sua empresa em apenas 140 caracteres“) e tudo isso mediado por Luiz Marinho (sócio diretor da BrandWorks).

O debate entrou logo em um assunto muito comentado pela Martha Gabriel, “não podemos mais falar apenas em mídia offline e online, estamos falando apenas de uma mídia“. Murilo começou falando sobre como as questões ligadas as mídias sociais mudam o comportamento do receptor:
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A gente não é dono do tempo das pessoas. Na mídia passiva é assim. As pessoas querem saber mais do que nós queremos falar.

Aproveitando o espaço, Luca, do Bradesco, comentou que o trabalho da empresa é 24 horas, 7 dias por semana, porque ele deve ser assim. As pessoas estão usando o banco o tempo inteiro, ninguém para de usar em algum horário do dia e é por isso que o monitoramento deve ser feito nas 24 horas que o dia tem.

Retrucando um comentário da Carolina de que “não se compra seguidores”, Fábio, da DM9, comentou:

A gente “compra” seguidores. A empresa pode usar a publicidade para mostrar o que se tem. No trabalho com a Guaraná Antártica trabalhamos em trazer o consumidor e depois temos o trabalho de engajar o mesmo. O problema esta no trazer e não oferecer o que a pessoa espera.

A ideia de que não podemos comprar as pessoas é assunto para um debate apenas sobre o assunto, mas é uma questão interessante levantada por Carol e Fábio, afinal, fazer publicidade é tentar atrair o usuários através do dinheiro. Investir em AdWords, Facebook Ads, são uma tentativa de “comprar seguidores”, mas lembrando que você não está comprando o tempo deles, está chamando eles para verem o que você tem para oferecer.

Ainda falando sobre relacionamento dentro da web, Murilo, da Nissan,  comentou que no YouTube a empresa não modera comentários, mas também não se da ao direito de responde-la, porque segundo ele “isso já não é mais nosso, não esta sob o nosso controle“. Ou seja, apesar de a empresa já ter esta postura de colocar os comerciais no Youtube oficialmente, eles acreditam que não tem controle sobre os comentários e não devem tentar interferir diretamente nisto, mas que sim, devem estar sempre monitorando.

Questionada sobre como a marca lida com o fato de ter vários públicos se relacionando com a marca na internet, mesmo que estes não sejam o público alvo, Kareen, da Arezzo, lembrou que a empresa está ali para se relacionar com os consumidores que ela tem, mas que ela não pode querer “pagar de legal”, ou seja, ser algo que ela muitas vezes não é, porque a conta disso vai vir mais tarde. Ela citou o seu trabalho na Arezzo, comentando que, apenas por conta da insatisfação de algumas pessoas (que nem sempre são clientes), não poderia modificar o fato de a empresa existir e como ela funciona, apesar de estes acontecimentos terem ajudado a empresa em pensar melhor em acontecimentos futuros.

A platéia perguntou também como as agências se posicionam em relação a toda essa mudança no mercado, tanto por parte dos anunciantes e dos consumidores destes anunciantes. Fábio lembrou que acabou a “era do viralzinho”, o anunciante está mais esperto e muitas vezes está sabendo o que pedir, inclusive comentou que hoje em dia muitas agências estão tendo que correr atrás para conseguir oferecer o que o cliente está pedindo. E ao ser questionado sobre a “bonificação”, o repasse da “mídia tradicional” em relação ao investimento para as agências, se isto estaria influenciando o baixo investimento em comunicação digital, ele salientou que sim, acredita nisto, mas que as empresas que ainda pensam assim não estão preparadas para o mercado do futuro e por isso podem acabar se dando mal.

 

PUBLICADO POR

Dennis Altermann

Fundador-Editor aqui no blog Midiatismo, trabalhando com marketing digital na DuPont Pioneer do Brasil. Entusiasta e estudioso nas áreas de comunicação, cultura, comportamento e tecnologias digitais.

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  • Camila

    Dennis, mais uma vez, parabéns pela cobertura do evento. Esta muito legal! Sobre o texto, duas coisas:

    Não acredito que comprar seguidores seja de forma literal, acredito que, ao contrario da política, no mercado de marcas não podemos pagar para ter pessoas gostando da nossa empresa. Não vejo ligação entre pagar por anúncios e comprar pessoas. Pagamos pela atenção delas, não por seu engajamento, assim como foi comentado.

    Sobre a era doviralzinho, pelo menos para mim, nunca existiu. Acredito que muitas agencias vendem o viral como se isso fosse uma coisa cotidiana, mas entendo que há anunciantes que acreditem na formula do viral e acabam caindo nessa.

    Parabéns mais uma vez.

    • Legal, obrigado Camila. Primeiro, sobre o “comprar seguidores” é uma questão bem complicada e temos que cuidar com o cunho ideológico, mas no caso do debate foi citada a ideia de “compra de seguidores não adianta”, mas o que muitas empresas fazem é “curta a gente e ganhe algo”, isso é comprar sim, porque a pessoa não questiona a utilidade, apenas participa. Dessa forma, você está comprando e provavelmente vai reter poucas destas pessoas, dai entra o trabalho de engajamento, que é onde você vai tentar fazer que o máximo dessas pessoas continue seguindo você.

      Quanto a “era do viralzinho”, ela existiu e sempre existirá. Diversas agências e empresas já relataram pessoas procurando pelo caminho fácil, eu mesmo já vi no blog pessoas perguntando coisas semelhantes. Ou seja, o mercado sempre vai ter essa coisa de “nossa, eles fizeram um viral legal, quero fazer também” e ai que o Fabio se refere.

      • Anônimo

        Aí que tá a era do viralzinho. Para quem “faz” sabe que não tem receita, quem quer fazer acha que tem. 


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