Um resumo sobre a situação do streaming e distribuição digital de músicas e filmes no Brasil

Algum tempo atrás postei aqui um rápida matéria que fiz parte no jornal local, falando um pouco sobre pirataria e streaming, como você pode ver neste outro post. Hoje queria fazer um breve relato sobre este tema, que mudou bastante nos últimos meses e provavelmente vai mudar ainda mais nos próximos.

No último trimestre de 2011 tivemos a chegada do Rdio, que veio em uma parceria com a operadora Oi e foi batizado de Oi Rdio por aqui. Essencialmente é o mesmo serviço, mas conta com o branding da Oi Telecom e também ganhou um acervo brasileiro bem interessante, incluindo centenas de artistas nacionais.

Já em Dezembro de 2011 tivemos a chegada do iTunes Store ao Brasil, com um serviço de distribuição digital da Apple e seu acervo de mais de 20 milhões de músicas. Além de músicas o iTunes Store oferece filmes, concorrendo diretamente com Netflix, que também foi lançado no final de 2011 no Brasil, e com outros serviços semelhantes que vem surgindo, como mais recente a chegar por aqui, Crackle, da Sony.

Mas uma outra notícia recente também chamou ainda mais atenção para este mercado, se trata da promessa do funcionamento de ebooks e músicas da Google Play Store, concorrente direto da iTunes. Segundo informações, o Google está negociando com operadoras para conseguirem acesso a pagamento através da conta telefônica, algo que já existe nos EUA.

E não podemos esquecer que no Brasil temos diversos outros serviços em funcionamento e/ou planejados para chegarem em 2012. Já temos por aqui Grooveshark, Terra Sonora e a quem diga que o Deezer pode estar chegando também. Outros mundialmente conhecidos são o Spotify (que pede o seu email para lhe avisar quando chegar ao seu país, o que sempre deu muita esperança aos brasileiros), o Pandora e tantos outros. Não podemos esquecer que é possível “driblar” algumas fronteiras e usar algumas funções do Google Play Music no Brasil e também tem gente que conseguiu usar o Spotify.

Todas estas informações mostram que o serviço de streaming e/ou compra em formato digital estão crescendo (finalmente) aqui nas terras brasileiras, mostrando um futuro promissor. Mas será que isto vai acabar com a pirataria? Claro que não! Em todos países onde estes serviços existem não há comprovações de que tenha diminuído a pirataria, mas muito se deve aos fatores ligados a preço e atraso na distribuição de alguns conteúdos. Mas isso representa um futuro melhor, com certeza.

Posso falar por experiência própria. Atualmente estou usando o Oi Rdio em uma conta paga, aproveitando o melhor e o pior do streaming no Brasil todos os dias. O valor de R$14,99/mês até não me incomoda tanto (tem plano de R$8,99 também), mas sim a falta de algumas músicas. Apesar de afirmarem já ter mais de 15 milhões de músicas disponíveis muitas bandas ainda tem músicas que você não pode ouvir e, em alguns casos como o do Led Zeppelin, uma das minhas bandas preferidas, você não pode escutar NENHUMA música. Pois é, dai fica complicado.

Posso afirmar que é mesmo mais fácil falsificar músicas no Brasil. Você ainda encontra com uma certa facilidade, pode executar no seu computador, celular, TV ou em qualquer aparelho e dispositivo. Já no streaming sob-demanda, você poderá escutar apenas no site e no aplicativo do serviço, o que pode ser incomodo as vezes. Por sorte a maioria dos serviços de streaming oferecem a opção de ‘salvar offline‘ nos celulares, mas não há opção semelhante no desktop. Ou seja, se você fica sem internet, não poderá escutar nenhuma música, apenas no seu celular.

De qualquer forma é interessante ver que este mercado esta crescendo, principalmente com pesquisas mostrando que ainda em 2012 os filmes assistindo em streaming devem ser maiores do que em mídia física e que, apesar das previsões, em 2011 a distribuição digital já teria ultrapassado CDs e LPs.

Obs.: Para quem tem dúvidas se os artistas ganham mais com venda de CDs ou de Streaming, dê uma olhada nesse post do Gizmodo.

PUBLICADO POR

Dennis Altermann

Fundador-Editor aqui no blog Midiatismo, trabalhando com marketing digital na DuPont Pioneer do Brasil. Entusiasta e estudioso nas áreas de comunicação, cultura, comportamento e tecnologias digitais.

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