Infografia na Era Digital – Palestra do pessoal da Abril na #cpbr6

A segunda palestra que assisti hoje foi sobre os infográficos na era digital, ministrada pelo Fred e Daniel que trabalham no Núcleo Jovem da Editora Abril. O núcleo jovem é o setor responsável pelas revistas Super Interessante, Mundo Estranho, Recreio, entre outras publicações.

Os infográficos ganharam muito espaço nos blogs nos últimos tempos, mas eles sempre foram muito comuns nas publicações como a Super Interessante, que tentava explicar conteúdos complexos (ou grandes blocos de conteúdos) de uma forma mais simples e visual. Estes infográficos ganharam um novo passo com a internet, não apenas pela produção em massa, mas também pela possibilidade de criação de infográficos interativos e animados, usando tecnologias como Adobe Flash, HTML5 e JavaScript.

“A infografia é a engenharia visual da informação.” Alberto Cairo

A chegada das ferramentas digitais traz a interatividade, simulação e personalização. Enquanto no impresso há apenas dados expostos de forma fixa, nas ferramentas digitais você pode adicionar diferentes níveis de informação, como filtros, legendas e recursos de personalização, como um infográfico onde você coloca suas características e ele traz informações personalizadas para você.

O que são os infográficos?

O que são os infográficos?

Para haver um bom trabalho nesta área, os palestrantes explicam que deve haver uma integração muito forte da equipe. No caso das publicações digitais, é necessário que os três elementos (texto, arte e código) e seus responsáveis caminhem junto. Portanto, para qualquer trabalho nesta área funcionar deve haver um período mínimo de 1 mês, podendo chegar até 6 meses para o planejamento, produção e entrega destes infográficos. Para que este encontro de profissionais funcione da melhor forma, a equipe é montada pelo o que eles chamara de “profissionais híbridos“, ou seja, não basta entender de design, você deve entender de programação e conteúdo; Não adianta saber programar, você deve entender também de design; E por ai vai.

Na palestra foi apontada uma das grandes tendências da área, o “Data Visualization“, que é a utilização de dados para criar gráficos visuais que facilitem a interpretação de uma quantidade grande de dados. É uma forma bem mais simples de enxergar algo que geralmente fica dentro de uma planilha de Excel. Apesar disto, eles citam novamente Alberto Cairo, que acredita que a falta de sintetização destes dados pode desestimular o visitante a navegar através deles.

Podemos citar aqui algumas referências e trabalhos deles:

Ainda dentro das variações da infografia digital, foi citada o termo “Newsgames“, uma forma de transformar conteúdo jornalístico em jogos que possam contar a história de uma forma diferente, imersiva e criativa. Um dos exemplos citados desta categoria é um trabalho da empresa, o Filosofighters, uma forma interativa de fazer uma introdução aos principais expoentes da filosofia ao longo da história humana.

Filosofighters, jogo criado pela Abril para introduzir os pensamentos dos principais filosofos.

Filosofighters, jogo criado pela Abril para introduzir os pensamentos dos principais filosofos.

E para encerrar, eles fecharam com os 4 principais pontos citados na palestra:

  1. Infografia não é arte, é engenharia visual da informação;
  2. Infografia traz interatividade e personalização, criando uma experiência mais completa;
  3. Integração de todas áreas para um bom trabalho e os profissionais híbridos;
  4. Newsgames e a nova forma de transformar conteúdo em jogos;

PUBLICADO POR

Dennis Altermann

Fundador-Editor aqui no blog Midiatismo, trabalhando com marketing digital na DuPont Pioneer do Brasil. Entusiasta e estudioso nas áreas de comunicação, cultura, comportamento e tecnologias digitais.

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