Publicidade Mobile: Publicidade Visual vs Publicidade de Conteúdo

segunda-feira, 12/03/12

Já faz algum tempo que venho estudando mais especificamente a publicidade mobile, ou melhor, o uso de tecnologias móveis (celulares, smartphones, tablets e derivados) como um formato/mídia que pode ser ainda muito explorado. Inclusive tenho desenvolvido um mini-blog, no qual pretendo guardar algumas notícias sobre o tema e também alguns comentários sobre projetos.

Uma das questões mais discutidas em torno desta área é qual seria o melhor formato a se explorar, já que temos diversos tamanhos de telas e possibilidades de utilizar a tecnologia. Você pode criar sites, aplicativos, banner, histórias patrocinadas, links patrocinados, sms, mms, bluetooth, entre tantas outras tecnologias disponíveis. É verdade, nenhuma delas é explorada amplamente ainda, de forma que talvez nenhum destes formatos esteja pronto para se popularizar de verdade.

Neste contexto, eu pessoalmente acredito que um tema ainda vai dar muito que fala. A utilização do mobile como plataforma abre espaço para você investir em formatos visuais (banners de vários formatos, vídeos, etc) ou em formatos de conteúdo (links patrocinados, histórias patrocinadas, etc). Qual será que é realmente mais eficiente?

publicidade mobile twitter fb google gnexus 500x316 Publicidade Mobile: Publicidade Visual vs Publicidade de Conteúdo
Exemplo de Publicidade Mobile no Facebook, Google e Twitter

Na minha visão parece que, devido ao tamanho da tela de celulares e smartphones e de alguns tablets também, a utilização de qualquer formato que use o visual pode ser visualmente pequeno para o visitante e/ou ocupar um espaço muito importante da tela dele. Já a publicidade que se baseia em conteúdo trabalha com uma ideia muito mais forte de contexto. Nos links patrocinados, os links devem estar relacionados a sua busca; Nas histórias patrocinadas do Facebook ou “Promoted Content” do Twitter, você visualizara em sua tela apenas conteúdo de quem você já segue/interage.

Não é a toa que sites como o Facebook e Twitter demoraram muito para explorar a suas versões mobile com publicidade, mesmo tendo o acesso mobile crescido, chegando 40% e 30% respectivamente de suas bases de usuários. Ambos anunciaram agora em 2012, o Facebook promete apenas dar mais destaque a publicações já existentes e o Twitter quer oferecer conteúdo que foi esquecido na timeline e também quando o usuários faz buscas dentro do aplicativo.

E você, o que acha? Será que anúncios vinculados ao conteúdo podem realmente ser mais eficiente (e interessantes para o usuário) do que os formatos mais tradicionais como mídia visual e etc? Deixe a sua opinião nos comentários.

 

  • http://www.dennisaltermann.com.br/ Dennis Altermann
    Hmm, interessante. Lembra onde você viu este formato? Geralmente o uso do bluetooth depende de uma questão física de espaço.
  • Raoni Franco
    Trazer a publicidade para o mobile é uma realidade, mas ao mesmo tempo tem sido a ação mais questionada do Facebook nos últimos tempos.
    Pelo fato da tela ser muito pequena, muita gente diz que vai se incomodar com as Sponsored (featured) Stories. Já vi blogueiro do exterior dizendo que pagaria uma taxa mensal pelo Facebook para não ter os ads mobile. A rejeição vai ser grande.
    E o impacto vai começar a ser visto nos usuários do Brasil em breve. Ontem aconteceu uma das primeiras ações com Featured Stories utilizando cupons. E a graça dos cupons é justamente a localização oferecida pelo celular: só quem está próximo pode requisitar o voucher.

    Falei mais sobre esse case brasileiro aqui: http://busdomarketing.blogspot.com/2012/03/facebook-deals-chega-ao-brasil.html

    • http://www.dennisaltermann.com.br/ Dennis Altermann
      Acho que apenas transportar os formatos conhecidos para internet para dentro do celular não vai funcionar. Confesso que acredito no ‘feature stories’, me parece uma forma mais natural de ter a publicidade dentro do formato mobile, mas obviamente nem todos vão aceitar muito bem.

      Acho que infelizmente estes serviços vão ter que ter publicidade no mobile, tanto quanto já tem no desktop. O Facebook, por exemplo, onde em uma página normal pode ter até 9 anúncios, não vai poder simplesmente deixar a versão mobile, que já é usado por mais da metade de seus usuários, de lado. 

      Muito legal o case em seu blog, confesso que não tinha visto isto no dia de ontem.

      • Raoni Franco
        A aposta do Facebook é não deixar que qualquer anunciante utilize as Featured Stories justamente para não “SPAMizar” a plataforma e com isso o usuário ter uma experiência prejudicada.
        Ou seja, o sucesso da funcionalidade parece depender de quem vai anunciar. Isso é complicado, por que nem todos tem bom senso.

        Quanto ao post, precisei atualizar. Algumas informações estavam incompletas, começado pelo nome que realmente é Facebook Offers: http://busdomarketing.blogspot.com/2012/03/facebook-deals-chega-ao-brasil.html

        Abraço

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  • http://twitter.com/AndreMassita Massita
    Oi Dennis!
    Sou responsável pelas parcerias na HANDS, empresa de mídia mobile do Grupo.Mobi. Sem dúvida nenhuma ainda estamos numa fase de conhecimento e descoberta de formatos. Nós estamos veiculando há mais de 1 ano campanhas em mobile sites e aplicativos, entregues em displays comuns (mobile banners), rich media, splash de abertura etc. O sucesso das campanhas, muitas vezes medido pelo CTR, depende muito da criatividade da campanha e para onde ela direciona o usuário. Já cansamos de veicular campanhas que direcionam o usuário para uma página web! E mesmo alertando a agência/anunciantes que isso acaba gerando uma experiência negativa para o usuário, todas elas mantiveram o destino do clique. Isso acaba frustando as pessoas e ajuda a reforçar opiniões de usuários que abominam esse tipo de mídia.
    Eu particularmente acredito muito num formato de mídia integrado e inserido dentro do contexto do app, em que um benefício é oferecido ao usuário em troca da publicidade. Temos como exemplo, o game do Danilo Gentili (O Mundo vs Danilo Gentili) produzido pela Monster Juicy empresa de games do Grupo.Mobi. Lá, o anunciante tem a possibilidade de patrocinar uma fase do game e os personagens, ou seja, a marca oferece gratuitamente uma fase que o usuário teria que pagar para ter e em troca customiza o cenário com sua identidade.
    Estou a disposição caso queira discutir mais o assunto! Espero ter contribuído com algo.
    abs
    André Massita
    • http://www.dennisaltermann.com.br/ Dennis Altermann
      Ótimo exemplo. A publicidade tem cada vez menos espaço, então ela tem que cada vez ser mais inteligente, nem me refiro a criatividade da peça, mas a criatividade da parte de mídia mesmo.

      Desenvolvi toda a minha monografia em cima do tema de publicidade mobile e adoraria conversar mais sobre o assunto :)
      Em 02/08/2012 18:53, “Disqus” escreveu:

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