Vai um viralzinho aí?

Vou começar este artigo com um clichê: as mídias sociais na Internet ajudam a transmitir mensagens a um número gigantesco de pessoas e a impactar diversos indivíduos de forma muito rápida. Agora, além das empresas precisarem estar na web, o tal do Marketing Viral ou Buzz Marketing, parece ser o objetivo a ser alcançado. É aí que mora o problema.

De acordo com o livro “Buzz: a era do Marketing Viral”, o Buzz Marketing “consiste em criar um boca-a-boca positivo em torno de um produto transformando consumidores selecionados em veículos espontâneos da mensagem (p.15)”. Aqui o termo viral vem de vírus (cejura?), que se espalha de forma descontrolada e “infecta” milhares de pessoas com a mensagem.

Isso parece ser lindo e, de fato é, quando uma empresa consegue ter seus produtos divulgados de forma espontânea – e positiva – pelas mídias sociais. Casos como o do Buscapé (que atingiu o TT), são um exemplo de como uma mensagem pode se espalhar rapidamente pela web. Pessoas que nunca ouviram falar da empresa, foram impactadas pelo comercial e, podem ser que não consumam o produto, mas conheceram a marca.

Marketing Viral não se vende

Com cases como este na manga, há quem ache que pode vender uma campanha de Marketing Viral. O problema é que não é possível prever quando algo irá se espalhar pela web. É comum ver empresas dizer que fizeram um vídeo viral, como a Electrolux com o Diogo Portugal. Tudo bem, o vídeo teve pouco mais de 100 mil views, mas o que gostaria de chamar a atenção é que, em minha opinião, as coisas se tornam virais, não são virais.

O fato de uma campanha conter um vídeo, não significa que ele será um viral, pois viral pode ser qualquer coisa. Entretanto, os vídeos possuem uma linguagem simples e objetiva, o que facilita a disseminação. Contudo, uma campanha bem planejada, em um formato que facilite a disseminação e que contenha elementos que gerem discussão, certamente já possui meio caminho andado.

Como o viral pode ser qualquer coisa, avalie bem suas ações, pois essa se tornou viral, essa, esta também e mais esta. Todos eles são viral, mas é um que ninguém quer…comprar, nem vender.

 

PUBLICADO POR

Camila Porto de Camargo

Formada em Comunicação Institucional na UTFPR. Trabalhei durante 2 anos no site Baixaki Tecnologia e hoje presto serviços de produção de conteúdo e consultoria na área de comunicação na Internet, consultoria em redes sociais e ministro o Curso de Facebook para Empresas.

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