Social Branding, porque eu não confio nisso. #cirandablogs

Para quem ainda não conhece, o Ciranda de Blogs é um projeto que participamos em que cada semana diversos blogs trazem a sua opinião sobre determinado assunto, uma forma de ver diferentes olhares sobre um mesmo assunto. Esta semana o tema é “social branding“, que seria a tendência de que as marcas estariam se tornando mais sociais – ou sendo obrigadas a isso – por conta da explosão da internet e das ferramentas sociais dentro dela.

Acontece que apesar de muito bonito, eu acho o termo social branding  muito vazio. Realmente vivemos uma revolução constante dentro da internet, estamos conectando pessoas todos os dias, mas isto não é exatamente ser social, não em minha opinião. Dizer que, por conta das mídias sociais, as marcas precisam se tornar sociais é achar que o relacionamento entre marcas e pessoas surgiu com a internet, mas todos devemos saber que não, que o relacionamento de uma pessoa com a marca existe desde que existem marcas.

O relacionamento “social” entre pessoas e marcas existe desde que alguém vendeu algo pela primeira vez na história da humanidade, porque isso é relacionamento, compra, venda, atendimento, pós-venda, tudo. Então ter um perfil no Facebook não torna a empresa social, longe disso. Se a marca já tem uma preocupação real em atender e se relacionar bem com os seus consumidores no “mundo tradicional”, terá o mesmo quando for usar a internet. Internet não é uma fronteira, é um reflexo do que acontece no mundo físico.

Também é importante, sempre que discutimos este assunto, lembrar que pessoas são pessoas e marcas são marcas. Pessoas se relacionam, empresas vendem. Não devemos obrigar as empresas a se relacionarem como pessoas, porque não são. Nada impede de uma marca procurar formas de “humanizar” a sua empresa, mas isto será uma estratégia de venda, não uma forma de ser mais humano.

Outro ponto que eu acho interessante que seja discutido é que um ser social é aquele que se preocupa com a sociedade onde vive, portanto apenas trabalhar relacionamento mais pessoal dentro de uma empresa está muito longe de tornar esta marca social.

Para mim, social branding parece muito mais um termo para vender livros, palestras e justificar investimentos do que uma tentativa de melhorar uma marca ou agregar valor a algum produto. Quer uma marca mais social? Trabalhe com relacionamento, pós-venda e invista em bons funcionários.

PUBLICADO POR

Dennis Altermann

Fundador-Editor aqui no blog Midiatismo, trabalhando com marketing digital na DuPont Pioneer do Brasil. Entusiasta e estudioso nas áreas de comunicação, cultura, comportamento e tecnologias digitais.

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