Redes sociais: Estreitamento ou banalização das relações?


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Não é preciso dizer da importância e crescimento acelerado das redes sócias em todo o mundo. Revoluções começaram por elas, notícias de tragédias se espalharam por elas, fenômenos relâmpagos da internet surgem delas. Mas até que ponto as redes sociais podem contribuir ou atrapalhar nos relacionamentos?

Quem está presente nas redes sociais, sabe como é fácil dizer um oi para um amigo distante ou até mesmo bater um papo com ele. Sabe também como é deixar de receber uma ligação em um dia especial, por já ter recebido um scrap ou tweet.

As redes sócias têm o poder de tornar a comunicação simples e direta, em muitos casos, direta até de mais. As teorias em torno da banalização de relacionamentos, aponta para duas vertentes: A primeira diz que as pessoas deixam de ter contato pessoal, se distanciam da realidade para viver o mundo on-line. A segunda questiona o quanto pode ser verdadeiro um relacionamento baseado em palavras escritas, sem olhares e contato físico.

Ora, pergunte a uma pessoa que mora longe de seu país, e só pode se comunicar com os pais pela internet. Não é, então uma relação verdadeira? E o que dizer daquele “feliz aniversário” que você esqueceria se não fosse o aviso do Facebook lembrando a data especial. Redes sócias são feitas sobre relacionamentos, sejam profissionais, amorosos ou fraternais. Até as discussões são quentes pelas redes.

As redes sociais são feitas de relações, só existem pela vontade incansável do ser humano se comunicar a todo tempo. Não dispensamos o encontro com amigos e familiares, mas a distância imposta pelo dia-a-dia é minimizada pelo poder de comunicação das redes sociais.

PUBLICADO POR

Ricardo Passaro

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