Rede social, para escolha profissional? Parte 2.

Em um texto anterior – Rede social, para escolha profissional? Parte 1. – relatei principalmente a utilização do LinkedIn como complemento na escolha profissional, hoje irei retratar outras redes sociais e como elas podem ser uteis ou não nesta escolha.

Muitos devem estar se perguntando, como utilizar outras redes sociais para escolha profissional, se apenas o LinkedIn possui este lado de profissionalismo? Outras redes sociais são voltadas para o Social e não para o Profissional! Além destas duas citações poderiam existir diversas outras, que irão contrapor os mais diversos argumentos.

Em uma conversa recente com um amigo (Junior Conte ::twitter(“juniorconte”,”@juniorconte”):: ), estávamos realmente discutindo tal ponto de vista, e ao final chegamos a uma conclusão, pelo menos para mim, coerente. Muitas empresas têm utilizado outras redes sociais como Twitter, Facebook e Orkut, para analisar o perfil informal do futuro candidato, desta forma eles buscam conhecer o lado “pessoal” de um futuro empregado.

Algumas pessoas poderiam dizer, mas o que realmente importa é o lado profissional, engano. Todos sabem que o trabalho não fica apenas no trabalho, isto costuma ir além, costuma chegar a outros patamares com a dedicação, aplicação, compreensão entre outros diversos motivos, ou seja, o que está sendo analisado em um candidato não é apenas a sua “formação profissional” e sim o conjunto todo.

Vamos citar um exemplo: Comunidades que participo no Orkut.

Pode parecer algo “banal”, mas já li casos em que pessoas perderam oportunidade de emprego por participar de comunidades como – Eu odeio acordar cedo – Não gosto de ter que trabalhar – entre diversas outras, e sim isto pode ser um diferencia caso a disputa com outro candidato esteja tão acirrada que não seja possível analisar diferenças claras.

Mas uma simples comunidade pode servir de referencia para uma escolha? Diria que em partes, digamos que o futuro candidato realmente não goste de “Acordar cedo”, durante uma entrevista ele provavelmente faria o possível para não demostrar isto, pois tal hábito pode se tornar um diferencial, ou seja, ele entrara “vacinado” na entrevista e em seu LinkedIn ele não iria colocar tal informação, por considerar esta rede social, profissional de mais para isto.

Agora vamos colocar uma representação contraria, caso ele utilizasse as redes sociais para “brincar” com amigos, familiares e colegas, e desta forma ele participasse de comunidades engraçadas em busca de brincadeiras, ele não teria como provar que tal atividade é realizada apenas com o intuito “social”, com amigos, familiares e assim por diante, ou seja, ele pode ser injustiçado por tal atividade. Ele poderia participar de uma comunidade, “As pessoas me irritam”, mas e se aquilo não fosse realmente verdade, supomos que foi um amigo seu quem criou tal comunidade e ele participa apenas com o intuito de “ajudar” seu amigo na divulgação, até que ponto ele acredita ou pratica tais atos?

Estes pontos devem ser muito bem analisados pelas empresas, pois utilizar redes sociais e profissionais de forma errada pode desclassificar um candidato de melhor qualidade. O que as empresas não devem fazer é trocar o tempo de experiência por leituras de suas Timelines em redes sociais, pois você realmente conhece uma pessoa quando passa a conviver com ela, no caso do trabalho é ainda mais essencial, pois é na pratica que se conhece o trabalhador de qualidade, proativo, qualificado, entre outras diversas coisas.

Fica aqui apenas uma ressalva para tal ponto que deve ser muito bem utilizado, e principalmente de forma correta, pois empresas podem cometer “injustiças”, ou perder um futuro profissional de qualidade.

Abraça e até a próxima.

 

PUBLICADO POR

Thiago Batista

Estudante de Gestão de Tecnologia da Informação através da Unisul virtual de SC. Trabalha na WRA Gestão em TI de Maringá. Amante de Tecnologia e um Eterno Aprendiz.

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