O futuro da Internet: Web 3.0

Há bastante tempo ouvimos falar de Web 2.0 como a evolução da internet ou a nova internet. Mas se analisarmos o comportamento dos usuários atualmente, a terceira geração da internet é uma ralidade não muito distante, podendo vigorar entre 5 a 10 anos..

Vamos aos fatos:

A Web 1.0 é a popularização da rede em si, sua implementação e um veículo onde as pessoas buscavam informações tendendo a interagir com o ambiente. Já Web na 2.0, a que vivemos hoje, o conceito de busca por informação se ampliou, (vide o Google que hoje oferece mais de 30 pacotes de serviços relacionados a marca) o usuário não busca simplesmente a informação, ele constrói o que vai circular na rede sendo o combustível da grande máquina do mundo moderno. É o que chamamos de internet colaborativa. Como exemplo podemos citar oWikipedia. Enciclopédia virtual onde todos colaboram com informações para construção de artigos informativos.
Outra característica da contemporaneidade virtual é o relacionamento das pessoas através das redes sociais. No Brasil a rede mais utilizada ainda é o popular Orkut, que há algum tempo não apresenta inovações coerentes.

Redes sociais mais populares no mundo

Acredito que as redes sociais tenham grande parcela de influência para o que tende ser a Web 3.0. Vou tomar o ascendente Twitter  para demonstrar as tendências do mundo virtual.

O Twitter criou a pergunta mais famosa do mundo há alguns anos: What are you doing? / O que você está fazendo? As pessoas começaram realmente respondendo esta pergunta: “Indo ao mercado” ou “Arrumando as malas para pegar a estrada..” E o que isso significa? A perda de privacidade ou a tentativa de transformar os adeptos da rede em personagens onde possam ter uma vida virtual? (Isso me lembra o falecido Second Life..) Minha resposta é simples: Os dois..

Porém o microblog traz mais que isso. O fato de sua resposta ter até 140 caracteres, prova que o usuário não tem muito tempo ou paciência, a informação tem que ser objetiva, rápida e de fácil entendimento. Ele acessa mais de 5 sites ao mesmo tempo, busca e cria informação o tempo todo, e precisa disso pra já. A vantagem: Traz para a vida das pessoas o poder de síntese. Podemos ver a integração do mundo vitual-real.

E as possibilidades não param por aí, hoje o serviço é usado por grandes empresas para disseminação de campanhas e promoções, grandes marcas mantém um relacionamento direto com seus clientes ou usam o canal para conhecer seus futuros funcionários. A propagação da informação é extremamente rápida, qualquer um pode “tuitar” pelo celular ou smartphone e seu post pode se tornar um furo reportagem se você estiver no lugar certo e na hora certa.

Um ponto importante a ser comentado; com as redes sociais surgiram os formadores de opinião. E no Twitter podemos ver que tendenciosamente muitas pessoas querem ter seu lugar ao sol sendo reconhecidas no cyberespaço. Isto é natural diante do que a internet é hoje. Você começou assistindo, passou a colaborar e agora quer destaque. Tal fato se deve a evolução do pensar humano transformando o virtual em uma necessidade para a vida real.

Essa auto-afirmação, o estreitamento de relações entre marcas e consumidores, a interação máxima entre o real e o virtual são a web 2.0… O momento é de descobrimento, de deslumbre, de erros e acertos, de experiências.

A Web 3.0 tende a organizar essa quantidade de informação produzida na internet e usá-las de forma mais inteligente quebrando as barreiras entre o real e o virtual.

Meu último exemplo, talvez o mais prático para provar o rompimento dessas barreiras, é a criação de lojas virtuais baseadas na tecnologia Flex. Pra quem não conhece, é um framework da Adobe voltado para criação de interfaces e aplicações ricas para a web . Com ele você pode clicar em um produto que deseja comprar e arrastar para o seu “carrinho” virtual. É como se você pegasse um produto na gôndola do supermercado e colocasse no seu “carrinho” real.

Se isso é feito na Web 2.0, imagine na Web 3.0…

PUBLICADO POR

Victor Gonçalves

Designer Gráfico, Certified ScrumMaster (CSM) em treinamento oficial da Scrum Alliance e atualmente cursa especialização em Mídias Interativas pelo Instituto Infnet.

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