O duro dilema do Twitter

Qual o propósito do Twitter? Foi à primeira coisa que me perguntei quando soube do que ele se tratava e (pelo qual relutei em entrar) por muito tempo. Não conseguia enxergar nele algo que pudesse torná-lo independente de outras redes sociais virtuais da que fazia parte, mas a pressão psicológica (Lê-se, amigos) fez o trem andar e, não mais que surpreendentemente, me rendi ao passarinho azul.

Descobri um sistema eficiente de se acompanhar e de encontrar notícia. Descobri uma forma muito interessante de me expressar em apenas 140 caracteres. Descobri até que era possível fazer enquetes, ampliar meus amigos, conhecer pessoas de forma mais intuitiva do que em outras redes sociais. Graças a tudo isso, o Twitter fez por merecer seu título de uma das maiores e mais influentes redes sociais atualmente existentes na esfera digital.

Sem querer por margem à sua verdadeira função e situá-lo como Rede Social ou NewsMedia, ainda esta semana, o vice-presidente da empresa, Michael Abbot deu a seguinte declaração: “We’re not a social network, we’re an information network”. E, esta é sem dúvida sua maior diferença entre outros sistemas, o Twitter é muito mais do que apenas uma rede para se fazer amigos – É para informar e ser informado.

Mas é preciso inovar, sobreviver num mercado em que a volatilidade é constante, permanecer sempre igual é um risco enorme. Afinal, nenhuma empresa quer entrar em ostracismo, adicionar novos recursos, compartilhar ferramentas e em outras redes que o usuário esteja presente, desenvolver projetos e soluções para as empresas, essa tem sido a tônica para a permanência e a sobrevivência para essas redes.

Por quanto tempo? Nós estamos vendo o Facebook atingir provavelmente a marca de um bilhão de usuários (até o primeiro trimestre de 2012) e o crescimento sem precedentes do Google+ (ainda que, galgando seus primeiros passos). O que eles têm em comum? A urgência em manter o seu usuário sempre informado e de que ele se torne um produtor de conteúdo, compartilhando e disseminando sua informação entre os seus amigos.

Há uma ameaça, ainda que remota, sobre o futuro do Twitter. Não que este texto seja uma previsão apocalíptica para o seu fim, mas apenas buscar entender como é preciso estar constantemente se reinventando para poder agradar a gregos e troianos. O mercado digital mostra-se ainda mais cruel do que o “Offline”. Resta-nos agora saber de que forma podemos suplantar esse fardo dilema – A dura tarefa de sempre ser diferente.

PUBLICADO POR

Rafael Gomes

Jornalista, Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Sergipe e estudante de Direito pela Unit.. é Pesquisador na área de Redes Sociais, Mídia Sonora e Novas Tecnologias, colaborador do site da United Press International University (UPIU) e do Midiatismo, Possui um Blog específico na área de Rádio e Novas Tecnologias.

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