Microsoft da mais um exemplo. Deixe seu consumidor criar os seus produtos.

Já faz algum tempo que o Kinect foi lançado para todo o mundo. Foi uma das grandes novidades da Microsoft para o ano de 2010, uma resposta direta ao grande sucesso do videogame WII, da Nintendo.

Entenda um pouco mais neste trecho do Wikipedia:

O Kinect (Anteriormente chamado de “Project Natal”) é o nome de um projeto encabeçado pela Microsoft para seu console de videogame de última geração Xbox 360, que tem ainda como colaboradora a empresa Prime Sense. O projeto visa criar uma nova tecnologia capaz de permitir aos jogadores interagir com os jogos eletrônicos sem a necessidade de ter em mãos um controle/joystick, inovando no campo da jogabilidade, já bastante destacado pelas alterações trazidas pelo console Wii, da Nintendo.

Mais informações sobre o Kinect

Logo após o lançamento desta novidade da Microsoft já começaram a surgir diversas modificações utilizando a ferramenta da empresa em diferentes programas. Desde o uso para criar hologramas, passando pelos jogos de Nintendo até chegar ao uso no PC.

As modificações criadas por estes hackers independentes logo virou sucesso na web e assim que virou hit já surgiram questionamentos sobre o posicionamento da empresa frente a estas modificações.

Não fiquei sabendo de nenhum aviso oficial por parte da Microsoft (caso tenha havido, alguém corrija nos comentários) até que está semana foi lançado um drive, disponível para Windows e Linux, com código aberto, que promete habilitar o uso do Kinect nos computadores.

Aqui tem alguns outros Hacks/Mods para o Kinect

Até que esta semana apareceu isto no Tecnoblog:

Demorou bem pouco para que os hacks do Kinect começassem a serem vistos pela Microsoft como uma oportunidade, não como uma ameaça. E, com tantas oportunidades diferentes aparecendo, a PrimeSense (empresa responsável pela tecnologia envolvendo a câmera do Kinect que reconhece os movimentos) entrou no embalo e publicou um driver oficial para o Kinect, em código aberto, para quem quiser usar e abusar.

Mais informações

Há alguns dias atrás em um post sobre o que podemos aprender sobre mídias sociais com o Linux, comentei que toda empresa devia incentivar (na maioria dos casos pelo menos) as modificações trazidas pelos usuários para reforçar ainda mais o seu produto/serviço. Bom, aqui temos um belo exemplo disto acontecendo na prática.

PUBLICADO POR

Dennis Altermann

Fundador-Editor aqui no blog Midiatismo, trabalhando com marketing digital na DuPont Pioneer do Brasil. Entusiasta e estudioso nas áreas de comunicação, cultura, comportamento e tecnologias digitais.

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