Master Twitter Brasil

Entre receitas, panelas e muitos “tomperos” o MasterChef, reality show que teve sua segunda temporada apresentada este ano na Band, trouxe um ingrediente especial: a marca de 1 milhão de tweets durante o episódio final. No entanto, esse não foi o maior trunfo da Rede Social no programa, mas sim o fato de que a apresentadora Ana Paula Padrão revelou o vencedor da temporada em primeira mão não na televisão, mas através do perfil oficial do Master Chef Brasil no Twitter.

masterchef

É claro que a ação contou com um anunciante de gabarito, a TIM, que criou algo parecido com a selfie da apresentadora Ellen DeGeneres no Oscar de 2014, ao lado de várias estrelas de Hollywood, patrocinada pela Samsung.

Nesse momento é possível perceber o quanto pode ser incrível a convergência da TV com a Internet. Essa convergência está mudando a forma como nos relacionamos com imagens, narrativas e comunicações de marca. Hoje o público não é passivo, mas sim experenciador, um “player” como a minha professora de Transmídia e Storytelling na ESPM, Sheron Neves, gosta de definir. A convergência está trazendo o espectador para assistir “lean-forward” e não mais “lean-back”. É só reparar no exemplo do MasterChef: o ponto mais alto do programa de TV não foi na TV, e sim na Internet. Com e para os internautas, os “espectadores”, os players. Foram eles que atingiram mais de 1 milhão de tweets e foram eles que viram em primeira mão o vencedor da temporada.

Imagem do material didático da professora Sheron Neves, que exemplifica a diferença entre lean-back e lean-forward

Imagem do material didático da professora Sheron Neves, que exemplifica a diferença entre lean-back e lean-forward

Segundo a descrição formidável do site B9, essa foi “certamente a relação mais simbiótica entre televisão e Internet que já se viu no Brasil.” E hoje a TV precisa ser pensada assim: como um meio social. Ela precisa ser planejada para que possamos assisti-la em tempo real, interagindo nas Redes Sociais, para criarmos uma sensação de comunidade e de interação com a narrativa apresentada e com o restante do público. E é aí que os anunciantes vão encontrar as melhores oportunidades para chamar a atenção de seus consumidores em potencial. Afinal, do jeito que a audiência é medida e comercializada a eles atualmente, a preocupação não é com a qualidade da atenção dos espectadores, mas sim, com a quantidade de aparelhos ligados. A TV social, pelo contrário, consegue medir o nível de envolvimento da audiência, o que é bem mais relevante para as marcas.

TvTag

Exemplo: TV Tag, aplicativo que promove a interação com programas televisivos

Resumindo: está na hora de compreender que a Internet não chegou para matar a TV. Pelo contrário, ela chegou para conversar, para complementar, para convergir. Ou seja, para tornar a TV mais social.

PUBLICADO POR

Anna Laura Neumann

Publicitária e Social Media, apaixonada por tudo o que envolve Comunicação, pessoas e relacionamento.

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