Eurocopa e o mal exemplo de bloquear o Twitter

Nesta semana li uma noticia que me espantou, mas depois, analisando melhor, até que era de se esperar. Acontece que este ano temos a Eurocopa, o campeonato europeu das seleções. A noticia falava que diversas seleções estavam proibindo que seus atletas utilizassem o Twitter (e provavelmente qualquer ferramenta semelhante) para fazer declarações, mesmo que pessoais.

Algumas das seleções proibiram totalmente o uso, outras fizeram “recomendações” aos jogadores e varias outras simplesmente preferiram não falar sobre o assunto porque queria evitar polêmicas. Por que proibir? Segundo a maioria das delegações o objetivo desta “censura” é evitar que mensagens sejam xenofobicas, criando conflitos desnecessários e principalmente a questão que envolve táticas de jogos, como escalação, treinamentos e etc.

Sim, até que a decisão faz muito sentido. Mas será que durante estes campeonatos não é justamente o momento onde os fãs e seguidores vão querer se conectar mais com os jogadores, oferecendo apoio aos atletas? Ao menos para mim a ligação humana que as redes sociais como o Twitter proporcionam são algo que não tem mais volta, precisamos nos acostumar com a idéia de que as opiniões publicas tem um alcance muito maior.

Da para imaginar a preocupação que qualquer técnico tem com a sua escalação, táticas e estratégias de jogo, mas será que não e possível fazer algo menos fechado, como algumas seleções fizeram?

É uma pena que seja assim porque provavelmente vamos ver uma atitude semelhante em todos os próximos grandes eventos, como na Olimpíadas e na Copa do Mundo. Provavelmente isto vai durar mais alguns anos até que todos consigam perceber que o uso de ferramentas sociais por pessoas publicas é cada vez mais comum e mais importante, pois ajudam a construir a imagem de uma pessoa. Espero que as coisas melhorem nesse sentido ainda.

PUBLICADO POR

Dennis Altermann

Fundador-Editor aqui no blog Midiatismo, trabalhando com marketing digital na DuPont Pioneer do Brasil. Entusiasta e estudioso nas áreas de comunicação, cultura, comportamento e tecnologias digitais.

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