Apps de mensagens geo-localizadas ganham público e mídia

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A recente notícia de que o aplicativo de mensagens Snapchat alcançou aporte total de US$ 486 Milhões em 2014, atingindo um valor de mercado de 10 bilhões de dólares, demonstra que o segmento de mensagens geo-localizadas através de celulares está esquentenado e conquistando tanto um público jovem e ativo.

Foi-se o tempo em que redes sociais “tradicionais” como Facebook, Twitter e Google+ eram os únicos líderes do segmento de mídias sociais para a comunicação e investimento publicitário. Até mesmo o Foursquare, que dominou o cenário de conteúdo geográfico tem andado um pouco apagado, mesmo com o lançamento de seu app ‘Swarm’, para conectar amigos próximos. Depois de conquistarem boa parte do mundo, hoje, há segmentos que estão dando oportunidades a novos aplicativos.

Os estudantes tem sido o principal público consumidor destes novos sistemas de comunicação. São usuários que passam por grandes transformações sociais e geográficas, evoluindo na escola: do ensino fundamental para o médio, começando a trabalhar, alguns, constituindo família. Em comum a todos, a facilidade de integração com a tecnologia móvel. Investidores e Marcas também estão interessados em alcançar este público que não permeia tanto as outras redes sociais mas que se destacam tanto no uso quanto no tempo dedicado a eles.Para eles, o Facebook não é mais atrativo, afinal, é onde estão sua família, seu professor e até seu chefe.

Hoje, o mais importante, é conversar com seus amigos incluindo recursos próximos de onde você se encontra. Conversas rápidas, compartilhamentos sem a necessidade de login e até o próprio anonimato são os recursos que atraem novos usuários a cada dia. Recentemente, o mesmo Snapchat lançou a possibilidade de envio de valores através do app, fruto de uma parceria com outra empresa de transações financeiras.

Pela facilidade, pode-se montar chats e bate-papos que são depois descartados. Outros apps apostam no contato para relacionamento, como o Tinder, no compartilhamento de informações locais, caso do BubbleApp e até nas postagens de conteúdos para amigos, usando o AirDrop – recruso da Apple, tudo de forma segura e sem ser identificado.bubbleapp-exemplo-2

 

Este novo mercado está colocando o celular como sua primeira tela, distanciando-se de desktops e, por tabela, navegadores tradicionais. Com isso, empresas que se adaptam ao conteúdo localizado, geo-referenciado e com sites responsivos – que se adaptam a diferentes formatos de tela, possuem maiores chances de alcançar o público. Com 2015 começando, e as Olimpíadas se aproximando, o cenário de soluções oferecidas para clientes que estão nas lojas, na rua e nos eventos, torna-se mais importante, permitindo a ativação, investimento, compra e venda de bens e ideias. Além disso, a busca por conceder voz e liberdade ao usuário serão os diferenciais para os próximos meses.

PUBLICADO POR

José Telmo

Consultor de marketing digital, professor e palestrante. Atuante em vários segmentos de indústria, comércio e serviços envolvendo estratégias online e offline, inteligência competitiva e branding.

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