Afinal, como “morre” uma Rede Social?

Vamos colocar mais lenha na fogueira quando o assunto é fim de Redes sociais. Ta bem, o tema não é novo, ainda mais por aqui no Midiatismo, mas por que o tema rende? Ora, porque tanto eu quanto você, caro leitor, com toda certeza está inserido ou já esteve inserido em redes sociais que foram muito populares até bem pouco tempo e por conta de melhoramentos, avanços, aliciamentos de seus amigos e afins, acabou abandonando redes sociais das quais se tornaram febre há alguns meses atrás.

Fruto de uma evolução tecnológica que não pára, hoje, as redes sociais incluem gadgets e apresentam um layout muito parecido com o Facebook. A “facebookização” já não é mais estranha, praticamente boa parte das redes sociais está assimilando comandos e ações que tornaram o facebook tão atrativo para seu público e não pára de atrair integrantes.

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Mas vamos para o início deste post: Como morre uma rede social? Bom, a rede social depende de público. Se a migração do público passa para outra rede, por mais que ela insista nos avanços, parece ficar muito difícil para esta rede social manter o mesmo atrativo que anteriormente – Caso do Orkut que até 2009 era líder absoluto em matéria de redes sociais no Brasil e em 2010 sua influência vem caindo drasticamente, se, não for superado ainda esse ano pelo Facebook,

Gazzag, um antigo rival do OrkutDavid contra Golias? Talvez. Quando o Orkut se tornou febre no Brasil, em idos de 2004/5 diversas outras redes sociais surgiram e pegaram carona nesse mesmo nicho. Redes como o Beltrano que ainda atraem diversos seguidores, mas na época, outra rede social conseguia assumir um leve status entre o Orkut: era o GAZZAG.

O Gazzag bem nos seus primórdios também se assemelhava ao Orkut, era preciso um convite para poder se inserir na rede, mas percebendo que isso limitava sua abrangência abandonou essa estratégia e iniciaram suas ações partindo do usuário e adentrar a rede, o Gazzag fez relativo sucesso e também dispunha de comunidades e redes de amigos, fotos, etc.. Uma das coisas mais interessantes que essa rede social apresentou ao público foi o aviso via celular de mensagens em sua rede, já prevendo algo que boa parte das redes sociais colocaria como indispensável (hoje em dia).

Mas com o passar do tempo, a concorrência forçou diversos melhoramentos e o Gazzag sucumbiu, apesar de ter mudado de nome, sendo depois conhecido como OctoPop. Por conta de diversos bugs, apesar de se assemelhar ao Orkut, apresentar conversas online antes mesmo que o Orkut, jogos online não resistiu às outras redes. Então o problema no caso dele foi apresentar gadgets e dispositivos à frente de outras redes sociais que não apresentavam tais recursos, como o Orkut?

 

É muito difícil traçar um paralelo entre a potencialidade de uma rede social e seu efetivo sucesso. Outro exemplo é o Plurk. Já exposto aqui. Concorrente direto do Twitter é tão pouco conhecido, mas apresenta dinâmicas bem interessantes que podem passar despercebido por conta do prestígio das grandes redes.

E qual é o caminho a seguir? Não há um indicativo claro. Mas é fato que o que hoje é sucesso, amanhã não será mais. O mundo virtual consegue ser bem mais volátil quando se trata de importância e referência do que o produto real.

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Por que o Orkut ainda é importante?

Por que o Twitter e o Facebook podem matar o Google?

Escrito por Rafael Gomes

Jornalista formado pela UFS, tem 27 anos. E Integrante do Grupo de Pesquisa em Marketing da Universidade Federal de Sergipe
Colaborador do site UPIU.com
Tem um blog chamado: www.20dizer-isso.blogspot.com

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Rafael Gomes

Jornalista, Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Sergipe e estudante de Direito pela Unit.. é Pesquisador na área de Redes Sociais, Mídia Sonora e Novas Tecnologias, colaborador do site da United Press International University (UPIU) e do Midiatismo, Possui um Blog específico na área de Rádio e Novas Tecnologias.

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