A tendência da publicidade que se renova por conta do novo consumidor

A mídia tradicional não é mais o fim da promoção, “o meio principal”, mas agora também é o começo, é o complemento e até mesmo o formato ignorado pelos outros.

O surgimento dos novos canais de comunicação entre emissor e receptor, como já falamos neste outro post, criaram nos últimos anos diversos novos formatos publicitários a serem explorados. Enquanto, algumas décadas atrás, o resumo do investimento publicitário se focava em televisão, rádio, jornal, outdoor e algumas outras mídias mais tradicionais, hoje temos internet, ações de guerrilha, organização de eventos, merchandising, promoção de esportes e diversos outros formatos que são diferenciados.

Estes, também chamados de “below the line”, representam a tentativa de comunicação com um novo consumidor, as vezes também chamado de prosumer, procurando atingir de forma direta o público-alvo, evitando intermediário como a mídia em geral.

Imagem da Publicidade: Antes e Agora

Trazendo uma citação do vice-presidente de Marketing da Pepsi Americana, onde ele disse uma vez que “Nosso objetivo é fazer com que os investimentos [publicitários] não pareçam propaganda”. Ou seja, um consumidor mais exigente como temos hoje na sociedade consumista obriga com que a comunicação seja cada vez mais direta, podendo se dizer que também procura ter um foco maior em seu nicho de mercado.

Anos e anos de exploração da mídia tradicional, com propagandas nos horários nobres da televisão, anúncios de duas páginas nos principais jornais e revistas do país e outros formatos “gastos” – entenda “gasto” como um termo relativo – fez com que o consumidor destas mídia criasse filtros e formas de ignorar os anúncios, dando origem, ao menos na televisão, do termo zapping, que pode ser resumido como a troca dinâmica de canais.

A “revolução do controle remoto” e a recente descoberta de aparelhos como o TiVo, estão ajudando o consumidor de mídia e “fugir” da propaganda intrusiva. Já nos anúncios impressos, é normal ver pessoas que simplesmente conseguem ignorar anúncios, virar a página e nem ver que estão ali – pelo menos é o que muitos estudos recentes tentam defender.

Tendo em vista este novo consumidor, cansado das chamadas “mídia tradicional”, a publicidade vai tentar, conhecendo está situação, levar a mensagem ao receptor, mas tentar disfarça-lá ou adequá-la de forma que quem o receber esteja mais receptivo ao conteúdo. Portanto, podemos considerar como uma tendência da área, a utilização de ferramentas que tragam o consumidor a um outro nível de interação com a marca.

O termo “engajamento”, que é usado exageradamente nos últimos anos, tem um fundo de verdade ao tentar aproximar a pessoa da marca de forma em que ambos estejam conscientes disto, sem haver qualquer tipo de intromissão. Marcas procuram hoje, por exemplo, promover eventos, shows e atividades em que tragam benefícios para o consumidor e com este espaço a empresa aproveite para levar a mensagem até o público-alvo.

Podemos colocar como um belo exemplo os advergames ou a recente onda de storytelling e também de crossmedia que tem como pretensão trazer o consumidor para um outro nível de interação com a empresa que está promovendo. É como se uma empresa, que vende um estilo de vida, criasse um jogo com uma história sobre este estilo e trouxesse dicas para o jogo através de outras mídias.

PUBLICADO POR

Dennis Altermann

Fundador-Editor aqui no blog Midiatismo, trabalhando com marketing digital na DuPont Pioneer do Brasil. Entusiasta e estudioso nas áreas de comunicação, cultura, comportamento e tecnologias digitais.

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