#2011: Google busca a fórmula da “sociabilidade”

Nesta semana que estamos falando um pouco sobre 2011, resolvi falar um pouco mais sobre o Google. Sim, no começo da semana já falamos sobre o Facebook, Google+ e Orkut no Brasil, mas agora gostaria de falar mais especificamente sobre a empresa Google e o ano de 2011.

Muitos chegaram a falar que o Facebook poderia lançar um buscador e usar todo o seu “poder social” para derrubar as buscas “quase robóticas” do Google. Mas será que seria um processo tão fácil assim? Claro que ter recomendações de pessoas que você conhece pode sempre facilitar as coisas na hora de buscar, mas será que você trocaria anos de experiência por uma “busca social”? Talvez eu trocaria mesmo, mas é difícil saber se todos fariam o mesmo.

Como o Google, antes de tudo, ainda é uma empresa, eles não poderiam ficar esperando isso acontecer e arriscar a perder todo o seu precioso mercado de busca. Ficou muito perceptível que a chegada do Google+ não tinha apenas como objetivo se tornar o um Facebook, porque isso o eles sabe que seria realmente uma tarefa complicada. A nova “rede social” da empresa é muito mais que um lugar para se relacionar com os amigos, este serviço serve principalmente para influenciar nas buscas coletando mais dados dos usuários.

O Google já tinha criado o Buzz no ano anterior, que foi um grande fracasso e tentou, ao menos no Brasil, reanimar o Orkut. Mas nada disso chegava perto do que o Google+ representa hoje para a empresa. A rede social, ou seja lá como formos chamar o serviço, já tem mais de 60 milhões de usuários (o que é um crescimento rápido, mas nem tanto assim) e ainda é desacreditada por muitos. Será que não é apenas um investimento desnecessário?

Eu pessoalmente acredito que o Google está no caminho certo. As poucas experiências que tive ao ver o “+1” alterar o resultado de uma busca para mim foram satisfatórios. Mas o problema sempre será a privacidade, afinal, como se já não usássemos o buscador, o Gmail, o Android e outros produtos do Google, o “Google Mais” parece ser apenas mais uma ferramenta para transformar nossos interesses em alvo para as campanhas publicitárias das empresas.

Bom ou ruim, não podemos nos esquecer que praticamente todos os grandes sites e serviços da web são baseados em publicidade e ganham dinheiro vendendo nossos perfis para anunciantes usufruírem de espaços pré-determinados. Como você acha que Facebook, Twitter, Yahoo e etc sobrevivem?

No meio de toda esta história não podemos esquecer do Android, o robôzinho verde adquirido pelo Google a muito tempo atrás está fazendo sucesso no mundo dos dispositivos móveis. O sistema, que com a atualização anunciada neste ano ganhou ainda mais “funções sociais” promete crescer muito mais em 2012.

O que vamos esperar para 2012? Ao que tudo indica, a empresa vai seguir o conselho de Steve Jobs e ter foco em seus produtos principais, que no momento são o Android e o Google+. Não, eles não vão abandonar os outros serviços, mas vão tentar integrar todos para que no fundo, sejam “apenas um”.

PUBLICADO POR

Dennis Altermann

Fundador-Editor aqui no blog Midiatismo, trabalhando com marketing digital na DuPont Pioneer do Brasil. Entusiasta e estudioso nas áreas de comunicação, cultura, comportamento e tecnologias digitais.

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