Storytelling e Transmídia: Como aproximar a sua marca do consumidor.

Hoje sou uma grande fã dos board games modernos, mas desde criança cultivo a paixão pelos tabuleiros. E, em meio à minha coleção antiga, um deles me chamou a atenção nos últimos dias: A Grande Viagem, um presente do Banco BrasilPrev para mim em função do meu pai ser cliente.

Mas qual a vantagem para uma marca ter um jogo de tabuleiro como brinde? Simples: ele convida para participar, para ter uma experiência, para imergir em uma história. Nunca vou esquecer a alegria em receber as mesadas no início do jogo ou a de se aposentar no final. A marca, de fato, marcou minha vida: nunca esqueci seu nome e nem o que ela oferece.

Hoje esse jogo é mais atual do que nunca, afinal, a cultura da convergência mudou a forma como nos relacionamos com as narrativas e as comunicações de marca, que precisam parar de empurrar publicidade ou conteúdos prontos. É preciso convidar o público a criar em conjunto, pois assim, ele se encarregará de espalhar. E, como diz Henry Jenkins, “se não se espalha está morto”.

Mas como buscar essa conexão com o público? Uma das possibilidades é a criação de histórias.

“Vivemos histórias todos os dias e sonhamos com histórias todas as noites. Nos comunicamos através de histórias e aprendemos com elas. Mergulhamos aliviados em histórias após um longo dia de trabalho. A espécie homo sapiens (homem do saber), poderia ser chamada homo fictus (homem da ficção).”Jonathan Gottschall

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E quando nos deixamos levar por uma história nosso cérebro libera oxitocina, dopamina e serotonina – sensação prazerosa de conexão. Ou seja, é uma ótima estratégia a ser utilizada pelas marcas que querem se adaptar às novas formas de relacionamento dos públicos com a comunicação.

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As características em comum nesses exemplos?

  • São entretenimento e soft sell, não hard sell;
  • São histórias que têm valores por trás, por isso, não é preciso mostrar o produto;
  • Apresentam a Jornada do Herói: era uma vez, então um dia, por causa disso, até que finalmente;
  • E possuem uma estrutura de narrativa: desejo/desafio, trajetória e resolução.

Bruno Scartozzoni, referência em Storytelling no Brasil, elenca alguns pontos importantes para ter em mente ao criar uma boa campanha de storytelling para uma marca:

  • Histórias capturam a atenção e engajam;
  • Histórias são sempre sobre pessoas;
  • Histórias começam quando a rotina é quebrada (mas não é uma rotina de uma família comum, por exemplo);
  • Histórias apresentam forças antagônicas, que é o que segura a atenção. Será que o personagem vai conseguir?
  • Histórias mostram processos de transformação (começo, meio e fim);
  • Vão do específico para o universal, gerando empatia;
  • Não são sobre marcas e produtos, mas essas coisas podem fazer parte;
  • Ao contrário das campanhas tradicionais, as histórias são eternas;

E alguns obstáculos:

  • O gargalo do storytelling é o tempo: escrever histórias demora;
  • A lógica do storytelling é diferente do marketing tradicional;
  • Histórias estão na moda, cuidado!

E onde fica o Transmídia nessa história?

Nem todo projeto de storytelling precisa ser transmídia. Ele pode ser narrado em uma única plataforma. E nem todo projeto multiplataforma é transmídia. Lembrando que, se você decidir por um projeto transmídia, além do conteúdo expandido, ele precisa ser imersivo, colaborativo e potencialmente espalhável – Mais detalhes sobre transmídia nesse post.

Até a próxima!

PUBLICADO POR

Anna Laura Neumann

Publicitária e Social Media, apaixonada por tudo o que envolve Comunicação, pessoas e relacionamento.

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