Redes Sociais são perda de tempo para a sua marca?

Apesar de já ter falado bastante sobre mídias sociais aqui no blog, este assunto tem cada vez menos espaço. Não porque eu não goste mais, mas porque temos cada vez menos coisas relevantes para falar e muitas das notícias de novidades dentro desta área estamos colocando em nossa newsletter.

Mas uma notícia em especial me chamou bastante atenção e devido ao seu conteúdo polêmico, acho que devo explorar um pouco melhor o assunto e abrir espaço para ouvir a opinião de vocês, leitores.

A Forrester Research lançou recentemente o estudoSocial Relationship Strategies That Work” (Estratégias de Relacionamento Social que Funcionam) onde explora melhor a relação das grandes marcas e seus fãs e seguidores dentro das redes sociais.

Um dos principais problemas levantados pela pesquisa é o alcance do relacionamento com os clientes dentro das ferramentas digitais. Quando falamos em investimento dentro das mídias sociais, percebemos a dificuldade de avaliar o retorno sobre o investimento, uma vez que a estratégia dentro destas redes gira em torno de relacionamento e valor de marca. Ambos parâmetros não podem ser medidos em números. Para uma loja de comércio eletrônico, por exemplo, até podemos medir a quantidade de vendas vindas destas plataformas, mas ainda assim há o valor da marca embutido.

Vamos considerar a grande maioria das marcas que estão investindo no Facebook. A Forrester lembrou que a média de engajamento dentro do Facebook é de cerca de 2% dos fãs e já há diversas marcas insatisfeitas porque seus posts estão atingindo apenas 1% do seu total de fãs. A tendência do alcance das marcas é diminuir, sempre. A única forma de ir contra isso é o investimento em anúncios, o que torna a operação dentro de ferramentas sociais algo caro a longo prazo.

E este problema acontece com todos, não é exclusividade de pequenas ou grandes marcas. A Coca-Cola, por exemplo, possui quase 91 milhões de fãs em sua página no Facebook, mas seus posts engajam com cerca de 10 a 15.000 fãs – isso representa 0,01% do total.

Para onde as marcas devem ir?

A internet se torna um lugar cada vez menos propício para as marcas, então elas precisam gerar valor para o seu público. Mas isso nós já sabemos, é clichê. Como fazemos isso?

Alguns exemplos citados pela pesquisa são as plataformas de interação criadas específicamente para cada marca. Um exemplo é o “Greatness Awaits” da Sony, que criou a plataforma para o lançamento do Playstation 4. Segundo o material, o projeto conseguiu mais de 4,5 milhões de visitas. O alcance foi possivelmente muito maior do que se tivessem investido esse valor dentro do Facebook, e claro que este projeto teve um valor de marca muito maior do que uma página no Facebook.

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Para a Forrester, trabalho com sites e email, onde você tem total controle sobre o formato do conteúdo e acesso direto aos seus clientes, tendem a ser mais difíceis de iniciar e gerenciar, mas trazem resultados mais significativos para a marca a longo prazo.

No Brasil temos alguns projetos que já entram nesta categoria de plataformas próprias, como recentemente o time de futebol do Corinthians, que lançou o Área Corinthians, uma plataforma para torcedores do time se unirem em um só local dentro da internet. O tamanho do investimento em um projeto desses assusta, mas lembre-se que dentro deste serviço a marca não precisa pagar para anunciar e consegue ter mais dados demográficos sobre os seus verdadeiros torcedores.

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Com tantas redes sociais diferentes surgindo a todo momento, plataformas que a marca tem mais liberdade e controle tendem a trazer mais retorno a longo prazo. Isso não quer dizer que você não deve investir em redes sociais, apenas que deve alinhar melhor elas junto a sua estratégia e pensar qual é o retorno esperado lá dentro.

PUBLICADO POR

Dennis Altermann

Fundador-Editor aqui no blog Midiatismo, trabalhando com marketing digital na DuPont Pioneer do Brasil. Entusiasta e estudioso nas áreas de comunicação, cultura, comportamento e tecnologias digitais.

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