O Twitter McLuhiano


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Para quem não conhece, nunca ouviu e muito menos viu, McLuhan é um dos ilustres teóricos da comunicação que dedicou seus dias a estudar e entender esse processo emissor-receptor. Escreveu obras como “Os meios de comunicação como extensão do homem” ou “Guerra e Paz na Aldeia Global”.
Então, por que não aplicar as teorias McLuhianas nas novas mídias e entendê-las como meios? Vamos tomar o Twitter como exemplo e explorar a Teoria “O Meio é a Mensagem”.
Nosso teórico explica que o meio é determinante para o que será comunicado. Quando ele diz “o meio é a mensagem” não há muito para onde correr, com linhas de pensamentos distintos e filosofias dentro da teoria. O meio é a mensagem e ponto. O canal responsável pela transmissão da mensagem não é apenas uma ponte, pois por si só carrega uma informação prévia.

Para entender melhor, vamos logo partir para nosso objeto de estudo, o Twitter. Quando você, um twitteiro de mão cheia, acessa seu perfil sente que algo muda no modo de se expressar? Ali você tenta ser mais culto, mais influente, mais presente, mais importante? Pois então, o próprio Twitter já carrega uma informação, uma mensagem, a famosa “seja relevante”.

Claro que você pode desconsiderar essa mensagem e viver uma realidade só sua no microblog, postando 140 caracteres qualquer sem nenhum compromisso com o amanhã. Porém, há de se pensar no caso de rever os conceitos para que suas mensagens criem impacto. Além dessa mensagem subentendida, existem aquelas que são próprias do meio digital, como a velocidade instantânea na troca de informações, a difusão extensa e a possibilidade de encurtar espaços.

O que quero dizer, ou McLuhan queria, é que existem características personalizadas de cada meio, tais quais levam esse meio a se tornar único e a afetar a maneira como as mensagens serão transmitidas por ele. O Twitter impõe sua linguagem e nos adequamos a ela sem titubiar, afinal ninguém quer ser um #fail.

Comparando, já pensou comunicar na televisão como você comunica no Twitter? Seria engraçado um repórter falar exatamente o que um outro, de outra emissora, comentou há alguns segundos e mencionar “Via Fulaninho”. Ou então, comentar um fato qualquer e no fim dizer “Revolts feelings”. Um tanto quanto fora de contexto.

No fim, é isso. Aqui, o Twitter seria a mensagem. Você concorda ou acha McLuhan fora de foco?

PUBLICADO POR

Cyntia Bravo

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  • McLuhan, como sempre contemporâneo. Concordo sim com isso. Hoje somos esse “meio” e essa “mensagem” dentro das mídias sociais.

  • Fernando

    Concordo, cada meio tem um aspecto específico. Comunicar no twitter como se comunica na TV, por exemplo, é tão inapropriado quanto, sei lá, jogar futebol com bola de boliche.

  • Jimi Aislan

    Outro aspecto Mcluhaniano para se destacar é o fato que quando surge uma nova mídia, a gente ttenta utilizá-la como se fosse a anterior…percebe-se facilmente como as pessosa ainda utilizam o twitter como msn, orkut ou outra mídia social…aos poucos acabam desenvolvendo o potencial máximo daquela mídia. Isso até surgir outra e outra e outra…rs…gostei de abordar McLuhan…

  • Gostei do post Cyntia. Quando o assunto é comunicação, Marshall McLuhan deve ser citado, sem dúvida. Em relação à famosa frase “o meio é a mensagem”, é importante lembrar que “meio” tem vários significados diferentes para o McLuhan. De qualquer maneira, o estudioso quer dizer que uma mesma mensagem (mesma semântica, mesma gramática, etc) é diferente se veiculada por diferentes veículos de comunicação. Por exemplo: o filme “Atividade Paranormal” assistido no cinema, na televisão e no iphone será interpretado de maneiras diferentes. O receptor não terá a mesma percepção sobre o mesmo filme. Isso acontece porque o filme foi pensando para um determinado ‘suporte’ (no caso, o cinema) e, se o mesmo for passado na TV em casa ou no seu iphone, a “mensagem” não será a mesma. Resumindo: “o meio é a mensagem” (cada meio determina o modo como a mensagem será recebida). McLuhan merece muito ser lido! =)

    • Concordo com tudo Felipe! Enquanto estudava McLuhan na faculdade não dava tanto valor aos seus conceitos. Depois de alguns períodos, a gente logo amadurece e entende como a teoria bem estruturada faz toda a diferença e pode nos guiar de maneira brilhante para a ação mais adequada! 

      • É mesmo Cyntia…, É comum pensarmos “mas pra quê vou usar isso?”. Se está na grade curricular, é porque há uma grande importãncia!! 


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