O que aprendi no Share POA 2017

Nos dias 17 e 18 de março participei de mais uma edição do Share Talks em Porto Alegre na ESPM, que todo ano traz profissionais maravilhosos para conversar sobre os principais temas e novidades quando o assunto é Marketing Digital. Abaixo, selecionei os meus maiores aprendizados nesses dois dias de palestras:

Nem herói nem vilão, são só negócios.

Hoje o Facebook controla cada vez mais o conteúdo, aquilo que as pessoas vão receber ou não, sendo que muitas delas (55% no Brasil) acreditam que o Facebook é a Internet. É algo a ser discutido, mas quando o assunto são marcas, não há dúvidas: elas precisam estar onde os públicos delas estão.

Dados < Insights

São os Insights que geram respostas, não os dados. Os dados são informações para chegar na resposta. Além disso, é preciso entender as perguntas, os problemas, antes de se aprofundar nos dados.

Mudança de Era

Hoje enxerga-se cada vez mais a queda do intermediário: se antes as agências de Publicidade trabalhavam com base em crédito, propaganda e posse, hoje elas precisam se preocupar com reputação, comunidade e acesso. Afinal, hoje não é mais só compra e venda de mídia: é preciso pensar em uma Comunicação que gere conexão, empatia. A atenção se tornou a principal moeda nas Redes Sociais, por exemplo.

Outro ponto importante: não existem mais as Love Brands, mas sim as Living Brands, afinal, as pessoas não amam as marcas, mas escolhem passar um tempo com elas.

Diversidade na Comunicação

Quando pensamos em Comunicação precisamos pensar em comportamento, em pessoas e em como elas querem ser representadas. Hoje as pessoas tem o poder da voz e não são mais binárias. Já saímos da pré-história da Publicidade, quando os únicos anúncios que existiam eram para compra e venda de escravos, ou do período Paleolítico, que comunicava a mulher como um ser que era capaz apenas de cuidar da casa e dos filhos.

Ou seja: foco nas pessoas!

Na narrativa de uma marca o herói é o consumidor e a marca é como o Dumbledore de Harry Potter, que apenas orienta a trajetória. As pessoas devem ser o ponto de partida de qualquer estratégia e os profissionais de Comunicação devem tirar o crachá por alguns momentos para analisar a campanha sob a perspectiva de quem irá receber aquilo.

É preciso ser comum e não ser spam!

Timing e Contexto

É preciso pensar sobre a hora e o lugar certo para conversar e comunicar algo para as pessoas. No Twitter, por exemplo, existem várias ações de acordo com os picos de #fome dos Tweets publicados. Para as marcas, cabe encontrar a conversa ideal. É preciso se perguntar: “faz sentido para a audiência?”, “faz sentido para a marca?” e “qual o melhor jeito de falar isso?”. Ou seja, refletir sobre o tema, o contexto, o propósito da marca e o timing correto.

Bônus!

1. Esse ano o Share Talks também contou com dois painéis, um deles sobre os Influenciadores, com o direcionamento de Bia Granja. Abaixo, os 3 tópicos principais que foram discutidos (sobre os quais concordo plenamente):

2. Em sua fala, Rafael Ziggy apresentou três “tipos” de Branding que me chamaram a atenção (sem falar nos exemplos, que são incríveis).

Branded content: histórias que emocionam e engajam.

Brand experience: entregas que compartilham o ponto de vista da marca.

Brandformance: negócios para converter.

Este texto foi publicado originalmente no meu LinkedIn.
#share2017poa

PUBLICADO POR

Anna Laura Neumann

Publicitária e Social Media, apaixonada por tudo o que envolve Comunicação, pessoas e relacionamento.

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