O Myspace volta a crescer.

O Myspace, rede social que nunca vingou muito no Brasil e que foi responsável pelo surgimento de joguinhos online (que originaram depois sucessos como os Buddypockes no Orkut) parece estar aos poucos retomando o ritmo de crescimento, pelo menos nos EUA.

Através de uma reformulação no site, da adição de um novo player para músicas, o Myspace conseguiu pelo menos um milhão de novas assinaturas nos últimos meses. O que é um fato bem interessante de ser notado porque mostra como as redes sociais virtuais que um dia foi à vedete do momento podem sim, ter seu momento de ascensão, de queda e podem voltar a reerguer-se.

A rede social que já contou com quase 80 milhões de usuários no seu auge, hoje agrega por volta de 30 milhões de usuários. Sua queda hoje é a responsável também pelo crescimento do Facebook em um tempo muito curto, mas isso não explica bem porque a rede deixou de se tornar interessante.

Tive meu primeiro contato com redes sociais através do Myspace. (fiz primeiro antes mesmo de receber os famosos “convites” no Orkut) e o que me chamava atenção era sua facilidade de observar interesses e ações das pessoas, motivava uma interação, mas não em larga escala como o Facebook tornou simples. O Myspace era focado no indivíduo não na interatividade.

Esse erro parece ter sido sanado. Hoje a integração com o Facebook e o Twitter a torna até certo ponto bem dinâmica quando se compara com outras redes sociais, mas o que motivou o seu sucesso seja a forma como o Myspace se constituiu – Uma rede voltada para música.

Essa não parecia ser a proposta inicial do Myspace, mas conforme a adoção de players, livrarias, discografias dos usuários, a rede se tornou a preferida dos músicos para mostrar o seu trabalho e com isso, crescer o número de amigos. Exemplo de artista que tive sucesso por conta do Myspace? A Malu Magalhães é um ótimo exemplar.

Mas o período de declínio da rede trouxe também uma renovação no corpo diretivo da empresa. Hoje Tim e Chris Vanderhook adquiriram a empresa por meros 35 milhões de dólares frente à época em que a News Corporation comprou a rede por astronômicos 580 milhões de dólares.

Desde então, o principal objetivo da empresa é se reinventar como rede e parece estar conseguindo. Ainda em janeiro, o Myspace anunciou um acordo com a Panasonic para viabilizar o social sharing e comentários em programas de TV, vídeos musicais possibilitando também a implantação do MyspaceTV.

Aí você deve se perguntar: Então será que a proposta é se tornar tão grande quanto o Facebook? Não, os proprietários do Myspace não parecem ter esse tipo de megalomania, mas sim, querem que o Myspace seja uma ponte entre novos artistas e que as ferramentas digitais auxiliem no processo de compartilhamento e divulgação de profissionais ou não. Ponto para eles.

 

PUBLICADO POR

Rafael Gomes

Jornalista, Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Sergipe e estudante de Direito pela Unit.. é Pesquisador na área de Redes Sociais, Mídia Sonora e Novas Tecnologias, colaborador do site da United Press International University (UPIU) e do Midiatismo, Possui um Blog específico na área de Rádio e Novas Tecnologias.

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