Como Conseguir Backlinks

Eloy Vieira já escreveu 15 vezes aqui. É Estudante de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo da Universidade Federal de Sergipe. Atualmente trabalha na @mentesdigitais com monitoramento e mensuração de mídias sociais e tem interesse em estudar Comunicação Digital com foco em Jornalismo Digital e suas relações com as Mídias Sociais.

Veja mais informações sobre o autor →Conheça os autores do Midiatismo →


Post enviado pelo leitorEnvie você também

O novo jornalista tem que ser multimídia. #fato. Mas poucos estão preparados para lidar com uma mídia mais comum do que se imagina. O celular.

MoJo aqui não é o herói da Marvel como diz na Wikipedia nem o cachorro de Transformers como disse @mosaicosocial . O termo é um acrônimo de Mobile Journalism (Jornalismo Móvel). Segundo António Fidalgo, pesquisador português, existem 7 tipos de mídias de massa: impresso, gravados, cinema, rádio, televisão, internet e telefone móvel. É isso aí, o celular é uma mídia de massa que está sempre ligada e sempre pronta para receber informação. Em seu artigo intitulado ‘Pushed News: When the news comes to the cellphone’ (Pushed News: Quando as noticias chegam ao celular), ele defende que o celular seria uma ‘tecnologia push’ e o computador seria uma ‘tecnologia pull’, ou seja, o celular implicaria numa recepção passiva enquanto o computador pediria uma recepção ativa.

O celular é ‘a primeira mídia de massa pessoal’

Ahonen

Omar Rincón, pesquisador da Universidade dos Andes, corrobora com a visão de Fidalgo. Segundo ele, a grande revolução da sociedade contemporânea não é se comunicar através da Internet, mas sim através de celulares. É por isso mesmo que seu artigo (tuitado pelo @saladeprensa) se chama ‘El mejor médio de comunicación’ (O melhor meio de comunicação). Nele, Rincón garante que o sucesso do telefone móvel deve-se a sua capacidade de penetração social – que alcança mais 90% e é essencialmente oral enquanto a Web chega a pouco mais de 20% e necessita do domínio da língua escrita.

4860542558 9b5b4aa83d z Webjornalismo já é coisa do passado. Conheça o MoJo

Ubiquidade é a palavra chave para se entender a comunicação na era do mobile. O jornalista que ainda não se acostumou com as diversas mídias digitais no ciberespaço terá dificuldades em se adaptar a esse meio que pode estar em qualquer lugar a qualquer momento. Além disso, prolixos não tem vez. O futuro da notícia está nos 160 caracteres de um SMS, ou seja, para quem já se habituou ao Twitter, a dificuldade não deve ser tão grande assim. É como disse meu amigo @GabrieLeite enquanto palestrava sobre Marketing Político Digital no #cicloCDM: “Um tweet é como se fosse uma manchete, tem que saber redigir”. Mas o MoJo não é só texto. A possibilidade de fazer uploads de vídeos, fotos e áudio, prometem fazer do Jornalismo mobile algo realmente multimídia. Mas isso já rende outro post.

Veja também:
Celular: uma ferramenta do jornalista (de @fernandofirmino)
Rotina jornalística e mobilidade: potencialidades de transformação do habitus profissional jornalístico a partir das tecnologias móveis
A força da Mídia Social – Interface e linguagem jornalística no ambiente digital (livro de @Pollyanaferrari)

Escrito por Eloy Vieira

Estudante do 4º período de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo na Universidade Federal de Sergipe. Já estagiou na Assessoria de Comunicação da Universidade Federal de Sergipe e no Grupo Agência (Marketing e tecnologia). Atualmente também integra o Grupo de pesquisa em Marketing na mesma universidade.

Tem interesse em estudar Comunicação Digital com foco em Jornalismo Digital, Mídias Sociais On-Line e Educação no Ciberespaço.

http://meadiciona.com/eloy

Post enviado pelo leitorEnvie você também

Posts relacionados:

Antes de deixar um comentário, tenha certeza de estar de acordo com a Política de Comentários.
  • http://www.cinform.com.br/blog/jamillyvilela Jamilly Vilela
    Caraca! Eu nunca tinha pensado no celular como uma mídia, uma coisa que se tornou tão comum em nossas vidas que nem percebemos a importância dele.
    Adorei o texto!
    Parabéns por mais essa conquista Eloy!
    Vc vai longe!
  • Shilika
    A coisas vão acontecendo e poucos se de conta que estão usando uma ferramenta muito eficiente. Valeu o post.
  • http://www.webdialogos.com Tiago Nogueira
    Excelente artigo. Vai ao intercom?
  • Sales Neto
    Importante para uma reflexão sobre este tema é poder compreender o conceito de plataforma móvel, a tecnologia que está sendo (ainda) desenvolvida para que ela possa ter competitividade e a produção de conteúdo apropriada para esta ferramenta.

    Em relação a plataforma o celular tem a vantagem de poder ser levado para todo canto, ocupar pouco espaço, permitir o recebimento e o envio de dados digitais, característica que lhe habilita para trabalhar em diversas convergências.

    As limitações estão contidas no tamanho de tela, dos teclados, na qualidade de captação de imagens (fotos e vídeos) e a falta de uma tecnologia que permita o envio e recebimento de dados em alta velocidade, área de cobertura, principalmente quando se precisa percorrer longas distâncias usando o aparelho (uma viagem por exemplo).

    Alguns países já estão bem adiantados em relação ao desenvolvimento de tecnologias que permitam o fluxo de grandes quantidades de dados para plataformas móveis, mas ainda é uma realidade muito distante da maioria dos países desenvolvidos, piorando a situação em países em desenvolvimento, ou seja, vai demorar um pouco para termos algo decente por aqui.

    Em relação a produção de conteúdo, é preciso focar em conteúdos exclusivos para este meio. A maioria das empresas e pessoas que trabalham com informação, ainda não estão trabalhando de forma adequada seus conteúdos para os mobiles.

    Talvez ainda não enxerguem este filão como algo promissor, mercadologicamente falando.

    Especificamente em relação ao jornalismo, o uso dos smartphones vem melhorando esta relação por que eles aceitam uma relação de conteúdos identicos ou muito próximos aos produzidos para os meios de internet "tradicionais", mas a grande maioria da população ainda não possuem estes aparelhos, o que limita ainda mais o recebimento dos conteúdos produzidos.

    No celular, o jornalismo ficaria muito restrito a títulos. Matérias nem pensar. E neste campo ainda é muito pouco o que se produz especificamente, diria que é insignificante.

    Mas para ações de comunicação e marketing, as variáveis seriam mais convidativas. Mesmo assim, não acontece da forma como poderia acontecer.

    Vamos ver? Quantas informações vc já recebeu ou recebe em seu aparelho celular de empresas ou pessoas que se utilizam desta ferramenta como canal de comunicação para divulgar seus serviços, produtos, ofertas, shows, etc…?

    Qual seria a resposta mais adequada para esta "negligência"? Por que empresas que tem seu público alvo focado nas classes de menor poder economico (C, D e E) não realizam ações de marketing para estes públicos?

    Aproveito para parabenizar o conteúdo deste site e deixar esses questionamentos para a reflexão. Quem sabe não poderemos responder coletivamente?.

    Um abraço a todos

    Sales Neto
    Jornalista, pós-graduado em marketing.

  • http://twitter.com/Eloy_Vieira @Eloy_Vieira
    Sales Neto, ótimo comentário! Já estou vendo outro post sobre jornalismo mobile muito em breve, já anotei esses questionamentos e vou fazer de tudo pra respondê-los. Muito bom receber um comentário assim, altamente construtivo. o/
  • http://acefalos.blogspot.com Dimas Dion
    Exato Neto!

    Já vejo muitos formadores de opinião utilizado feeds em seus celulares para receber notícias de seus assuntos vitais. (Seja economia, comportamento, esportes…)

    O MOJO é a possibilidade de evoluir o uso dos feeds e trazer informações ainda mais ricas para essas pessoas.

  • http://verdadeirojornalismo.blogspot.com @elis_amancio
    Excelente texto e comentários! Como é bom encontrar páginas na Internet que sabem discutir com coerência o que temos vivido nestes tempos "digitais".

    Como jornalista tenho buscado compreender um pouco mais essas ferramentas e como usá-las com inteligência. Sinto um pouco do que o Neto comentou. No Twitter, as notícias ficam limitadas à títulos. Entretanto, o título pode chamar com um link para a matéria referente ao tweet.

    Tenho encarado o Twitter, por exemplo, como um portal para outras dimensões virtuais. A possibilidade de estar com um smartphone na mão e enviar uma notinha em 140 caracteres satisfaz o ego de qualquer pessoa disposta a enviar uma informação imediata, uma foto ou vídeo, mesmo considerando as dificuldades tecnológicas como velocidade de envio de dados, cobertura, etc.

    Se pensarmos em 10 anos como utilizávamos a Internet e em como usamos hoje percebemos que não precisou de "tanto" tempo assim para avançarmos muito em termos de informação virtual. Lembram-se da época da campanha "Todo brasileiro tem direito a um email grátis"? Pois é, o tempo passou e a demanda tem gerado pressa. Não há dúvidas de que aqui do lado tupiniquim poderá tardar um pouco mais para essa onda MoJo pegar, mas pensando pelo lado visionário, já pegou. Quem tem celular e vê algo inédito (sendo jornalista ou não) imediatamente grava, fotografa e envia para o telejornal, jornal e sites de notícias.

    Será que o MoJo é a segunda etapa do que chamaram de Jornalismo Colaborativo? Vamos ver.

    Elisandra Amâncio
    Jornalista

  • Jamille
    Bom, como eu disse no Twitter (@jamillr_ribeiro) webjornalismo não pode estar morto, até porque ele nem acabou de nascer direito! Não há definições concretas sobre o fazer do jornalismo digital. Ele está em formação.
    • http://twitter.com/Eloy_Vieira @Eloy_Vieira
      bom, jamille, pra esclarecer: o título é mais pra chamar atenção justamente para essa transição tecnologica tão brusca que, mesmo sem o webjornalismo ter se consolidado, outra ferramenta já está aí prestes a despontar: o celular. além disso, minha intenção era enfatizar que o celular pode e deve ser a grande mídia nos próximos anos, ouço mts professores meus dizendo isso e tb vejo em blogs e artigos. Mas, só pra costar, eu não disse q o webjornalismo morreu em momento algum, ate pq isso mt ingenuidade da minha parte, ate pq, ja sabemos que uma tecnologia n 'mata' a outra, veja um pouco mais sobre isso em outro post que fiz no Webdiálogos recentemente >> http://www.webdialogos.com/2010/cibercultura/o-fu….

      agradeço o comentário e espero q tenha ficado claro, ainda essa semana deve ter outro post meu por aqui :)

  • Jamille
    Ops! Meu twitter está errado! É @jamille_ribeiro hehe