5 de agosto de 2010
Eloy Vieira já escreveu 15 vezes aqui. É Estudante de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo da Universidade Federal de Sergipe. Atualmente trabalha na @mentesdigitais com monitoramento e mensuração de mídias sociais e tem interesse em estudar Comunicação Digital com foco em Jornalismo Digital e suas relações com as Mídias Sociais.
Veja mais informações sobre o autor →Conheça os autores do Midiatismo →
Post enviado pelo leitor – Envie você também
O novo jornalista tem que ser multimídia. #fato. Mas poucos estão preparados para lidar com uma mídia mais comum do que se imagina. O celular.
MoJo aqui não é o herói da Marvel como diz na Wikipedia nem o cachorro de Transformers como disse @mosaicosocial . O termo é um acrônimo de Mobile Journalism (Jornalismo Móvel). Segundo António Fidalgo, pesquisador português, existem 7 tipos de mídias de massa: impresso, gravados, cinema, rádio, televisão, internet e telefone móvel. É isso aí, o celular é uma mídia de massa que está sempre ligada e sempre pronta para receber informação. Em seu artigo intitulado ‘Pushed News: When the news comes to the cellphone’ (Pushed News: Quando as noticias chegam ao celular), ele defende que o celular seria uma ‘tecnologia push’ e o computador seria uma ‘tecnologia pull’, ou seja, o celular implicaria numa recepção passiva enquanto o computador pediria uma recepção ativa.
“O celular é ‘a primeira mídia de massa pessoal’”
Ahonen
Omar Rincón, pesquisador da Universidade dos Andes, corrobora com a visão de Fidalgo. Segundo ele, a grande revolução da sociedade contemporânea não é se comunicar através da Internet, mas sim através de celulares. É por isso mesmo que seu artigo (tuitado pelo @saladeprensa) se chama ‘El mejor médio de comunicación’ (O melhor meio de comunicação). Nele, Rincón garante que o sucesso do telefone móvel deve-se a sua capacidade de penetração social – que alcança mais 90% e é essencialmente oral enquanto a Web chega a pouco mais de 20% e necessita do domínio da língua escrita.

Ubiquidade é a palavra chave para se entender a comunicação na era do mobile. O jornalista que ainda não se acostumou com as diversas mídias digitais no ciberespaço terá dificuldades em se adaptar a esse meio que pode estar em qualquer lugar a qualquer momento. Além disso, prolixos não tem vez. O futuro da notícia está nos 160 caracteres de um SMS, ou seja, para quem já se habituou ao Twitter, a dificuldade não deve ser tão grande assim. É como disse meu amigo @GabrieLeite enquanto palestrava sobre Marketing Político Digital no #cicloCDM: “Um tweet é como se fosse uma manchete, tem que saber redigir”. Mas o MoJo não é só texto. A possibilidade de fazer uploads de vídeos, fotos e áudio, prometem fazer do Jornalismo mobile algo realmente multimídia. Mas isso já rende outro post.
Veja também:
Celular: uma ferramenta do jornalista (de @fernandofirmino)
Rotina jornalística e mobilidade: potencialidades de transformação do habitus profissional jornalístico a partir das tecnologias móveis
A força da Mídia Social – Interface e linguagem jornalística no ambiente digital (livro de @Pollyanaferrari)
Escrito por Eloy Vieira
Estudante do 4º período de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo na Universidade Federal de Sergipe. Já estagiou na Assessoria de Comunicação da Universidade Federal de Sergipe e no Grupo Agência (Marketing e tecnologia). Atualmente também integra o Grupo de pesquisa em Marketing na mesma universidade.
Tem interesse em estudar Comunicação Digital com foco em Jornalismo Digital, Mídias Sociais On-Line e Educação no Ciberespaço.




















