Como Conseguir Backlinks

Dennis Altermann já escreveu 780 vezes aqui. É Editor/autor aqui no Midiatismo e trabalha na Magoweb como analista de marketing digital. Estudante de publicidade e propaganda na Unisc, focado na publicidade em dispositivos móveis.

Veja mais informações sobre o autor →Conheça os autores do Midiatismo →


4693641562 2cfe843b1e m A internet e a publicidade tradicional“A internet vai acabar com a publicidade como conhecemos”.  Quem nunca ouviu essa frase? Geralmente dita por sensacionalistas, acabou sendo utilizada por muitas pessoas que em geral não sabem realmente o que estão falando. A publicidade tradicional, aquele anúncio de 30″ na TV, aquele Outdoor, aquele jingle no rádio e aquele anúncio no jornal não estão ameaçados, não estamos falando do fim deles, estamos apenas nos preparando para convergência das mídias.

Eu sou totalmente contra essa frase, que já se tornou jargão. A internet não vai matar a televisão, o jornal, muito menos a publicidade tradicional. As empresas não tem que parar de anunciar na televisão para anunciar apenas na internet, mas com certeza devem investir tanto na televisão como na internet. A palavra-chave é convergência, qualquer publicitário deve entender que hoje em dia uma campanha vai muito além de 30″ na televisão e uma página dupla na Veja. A publicidade também deve estar nos blogs, nos ônibus, nos prédios, nas redes sociais, nos carros, em websites, nos celulares, nas roupas, nos eventos, enfim, estão em todos os lugares e todo lugar deve ser considerado uma opção equivalente.

Posts relacionados:

Antes de deixar um comentário, tenha certeza de estar de acordo com a Política de Comentários.
  • Sales Neto
    O novo conceito é o de mídias complementares.

    Com a revolução industrial e a produção em série de bens de consumo, surgiu a necessidade de se anunciar para grandes públicos. Isso foi no início do século XX. O instrumento mais eficiente que encontraram à época foram os jornais que tiveram um impulso muito grande, deixando se ser folhetins amadores para se tornar veículos de comunicação com verdadeira influência perante as sociedades.

    O que o capital necessitava naquele momento para expandir era de grandes audiências. De uma plataforma que levasse a mensagem dos seus produtos para a maior quantidade de pessoas possível, ajudando a criar necessidades do consumo.

    À partir do final da da década 20 início da de 30, o rádio começa a ter uma influência muito forte também neste movimento, e posteriormente, a televisão, que entrou com força real neste cenário na década de 40 e conseguiu manter-se hegemônica até a década de 90.

    O Brasil é um exemplo marcante desta hegemonia. A concentração de audiência chegou a um ponto no país que houve uma época em que de cada 10 televisores ligados, oito estavam na Rede Globo. O Jornal Nacional nas décadas de 80 e 90 alcançava estes índices regularmente, o mesmo acontecendo com algumas novelas.
    Aí ficava fácil. Quem queria vender, anunciava na Globo e ponto final.

    As inovações tecnológicas foram aos poucos permitindo que este quadro se diversificasse com o advento das tv´s por assinatura, parabólicas, a internet.

    Atualmente estamos vivendo um período de transição muito significativo, e como todo período de transição, as coisas ficam por vezes um pouco confusas, não muito claras.

    As audiências nas tv´s abertas nunca mais bateram a casa dos 70, 80 pontos. Atualmente é considerado muito bom quando um programa consegue alcançar 30 ou 35 pontos de audiência. A média de audiência gira em torno dos 18 a 20. E onde está a audiência perdida?

    Eis a questão. Hoje, na minha opinião, o profissional mais estratégico numa empresa de comunicação é o Mídia, sem querer menosprezar os demais que também são necessários ao processo como um todo. Ele, ou ela, é o profissional responsável em identificar e relacionar com o maior custo benefício possível a equação verba versus eficiência (alvo de audiência).

    Tenho acompanhado as transformações nesta área com muita atenção. É perceptível com uma certa clareza que estão existindo muitos embates entre anunciantes e empresas de comunicação.

    De um lado o cliente quer que seu investimento tenha retorno, e por isso precisa buscar seu público alvo com precisão, e de outro, as empresas de comunicação, que na sua grande maioria, ainda não estão preparadas para atuar em sintonia com os novos paradigmas impostos pelas inovações tecnológicas que levam a audiência para celulares, computadores, notebooks, games, relógios, enfim, tudo aquilo que pode ser uma plataforma de recepção e transmissão de informações.

    A má vontade das empresas de comunicação não se dá apenas por não estarem entendendo o processo, mas também pela complexidade de se criar processos de controle eficientes que mensurem a realidade das audiências, e principalmente, por que a forma de remuneração destas empresas ainda não encontrou um modelo capaz de substituir o tradicional que é baseado em comissionamentos por parte dos veículos de comunicação em índices que chegam a 20% do valor veiculado.

    Viu como a vida é cíclica? Da mesma forma como aconteceu no início do século XX, o capital necessita da audiência para continuar expandindo através do consumo. Em compensação, as empresas de comunicação não querem sair da sua zona de conforto e perder faturamento. Esta briga por rentabilidade está gerando uma quebra de braço.

    Qual a sua aposta de quem vai ganhar? Essa é fácil.

    Um abraço aos amigos do Midiatismo.