22 de fevereiro de 2011
Camila Porto de Camargo já escreveu 15 vezes aqui. É Formada em Comunicação Institucional na UTFPR. Trabalhei durante 2 anos no site Baixaki Tecnologia e hoje presto serviços de produção de conteúdo e consultoria na área de comunicação na Internet, consultoria em redes sociais e ministro o Curso de Facebook para Empresas.
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No dia 14 de fevereiro de 2011, a eCMetrics divulgou o estudo “Perfil do brasileiro nas Mídias Sociais”, um estudo inédito e realizado no mês de dezembro de 2010 com 2.440 participantes. Os entrevistados selecionados fazem parte da comunidade eCGlobal e foram entrevistados aleatoriamente pela internet.
Dados da pesquisa
Com cinco objetivos centrais, a pesquisa da eCMetrics visou entender:
- >Em quais áreas do mercado os consumidores estão mais propensos a criar, disseminar e procurar mídia social;
- >De que forma os consumidores recorrem à Internet para auxiliar na tomada de decisão de compra;
- >Como as ferramentas de web 2.0 são usadas pelos consumidores;
- >Quem são os consumidores que criam conteúdo, criticam, disseminam e se conectam com outras pessoas;
- >Quem são os consumidores online, aqueles que costumam participar de ações na Internet e aqueles que costumam colaborar com as empresas na geração de novas ideias.
A partir dos objetivos, o primeiro tópico identificado visa apresentar quais as áreas de maior interesse para usuário da Internet no Brasil, dentro da amostra da pesquisa. Segundo a eCMetrics, as três áreas de maior interesse são: tecnologia e eletrônicos (95%), tecnologia portátil e móvel (94%) e CDs e DVDs de música (94%).
Dentre os 2.440 participantes da pesquisa, 5% compartilham ou comentam nas mídias sociais, 15% cria algum tipo de conteúdo e 60% apenas pesquisam na Internet sobre um assunto de seu interesse. Estes dados dizem respeito às categorias de interesse citadas acima. No entanto, outro dado importante é que destes 60%, 10% gostaria de se envolver mais nas mídias sociais, ou seja, produzir mais conteúdo e 10%não tem nenhum interesse em participar mais.
Quem produz e quem consome
Dentro da amostra da pesquisa, constatou-se que:
- Mulheres entre os 18 e 24 são as que mais interagem na web. Criando ou comentando conteúdos;
- Homens entre 18 e 34 são a maioria no grupo de coletores de informação;
- Homens da classe CDE, entre 18 e 34 ano,s formam o maior percentual de “joiners”, ou seja, que aderem às ações nas mídias sociais;
- A faixa etária dos 45 anos ou mais, de ambos os sexos, são o maior grupo de consumidores de informação na Internet.
Educação
Quem está em busca de informações na Internet, tem como temáticas de maior interesse os softwares (29%), livros (26%), energia e meio ambiente (26%), finanças pessoais (26%) e tecnologia portátil ou móvel (25%).
Diversão
Quando o assunto é diversão, as áreas com maior interesse são: brinquedos (24%), filmes (24%), CDs e DVDs de música (23%), games (23%) e cinema (18%).
Atendimento
Algumas áreas demandam foco no atendimento, pois possuem produtos de alto valor ou que demandam mais informações. De acordo com a pesquisa, as áreas que demandam mais atenção com o cliente são: Finanças pessoais (23%), eletrodomésticos (23%), medicamentos (18%), cosméticos (18%) e automóveis e acessórios (16%). Olha a dica para quem precisa investir em mais conteúdo.
Experiências
Áreas que trabalham com o boca-a-boca tendem a se favorecer de ações relacionadas às experiências de consumo de serviços ou produtos. De acordo com os dados, as áreas de viagens (18%), restaurantes (15%), comida (15%), livros (13%) e galerias e museus (11%) levariam vantagem neste tipo de ação.
O que os internautas fazem na Internet
Pesquisar é palavra-chave de quem usa a Internet. Todas as principais atividades realizadas online têm relação com as buscas, pois:
- > 81% usa a Internet para pesquisar preços;
- > 74% pesquisa por imagens, modelos e opções de itens ou produtos;
- > 68% pesquisa características como desempenho e tamanho de produtos;
- > 67% pesquisa onde é possível comprar o que desejam;
- > 64% pesquisa lançamentos.
Conclusões
Depois desta chuva de dados e informações, o relatório sobre o Perfil do brasileiro nas mídias sociais aponta para o uso cada vez maior de ferramentas 2.0 para relacionamento entre marcas e pessoas. O brasileiro já está inserido nestas ferramentas e quer que as empresas participem e interajam por meio destes canais.
Empresas que adotarem e manterem relações de troca, não apenas uma comunicação de mão única com seus clientes obterão vantagens competitivas. O índice de brasileiros nas redes sociais é um dos mais elevados do mundo, só este dado já sinaliza para onde as empresas devem apontar seus esforços.
No entanto, a postura empresarial de broadcaster não será fácil de alterar. Empresas com vários anos de mercado, com gestores despreparados para esta troca certamente ainda demorarão a se adaptar. Entretanto, os tempos são outros, os consumidores estão mudando e a postura hostil e autoritária de empresas do século XX será um dos principais elementos de seleção natural. Ouvir seu consumidor – onde ele estiver – e aprender com os erros serão pontos cruciais, em breve.
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