Geração Google

Caminhando na rua comecei a reparar e pensar sobre o modo como as pessoas vivem nos dias de hoje. Antes de começar a filosofar, queria apenas deixar bem claro que este texto é uma opinião pessoal, então você pode concordar ou não. A internet se tornou algo tão forte dentro da vida das pessoas a ponto de ser tratada em novelas, hoje já existem personagens com blogs e celulares de última geração. Com a força que a internet tomou, temos um dos principais expoentes dessa época: a empresa conhecida por seu buscador, a Google. Por isso eu acredito que geração Google é um bom nome para os jovens de nossa época.

A internet criou um novo modo de vermos as coisas, não estamos mais presos a bibliotecas e livros – espaços físicos – temos uma fonte de informação colaborativa chamada web. Em geral, o portal de entrada para essa biblioteca mundial são os buscadores: Google, Bing, etc. Essa nova dimensão de conhecimento acabou dividindo as pessoas que tem acesso a ela em dois lados opostos. De um lado temos os “corretos”, aqueles que compartilham conteúdo na internet e usam-na como fontes de conhecimento e aprendem “sozinhos” usando o Google – quantos de vocês não conhecem pessoas autodidatas formadas no Google? Por outro lado eu vejo os “errados”, muitas vezes conhecidos como “os trolls da internet”.  São pessoas que colocam na internet o comportamento anti-social que tem, ou não podem ter, na vida real. Esse tipo de pessoa também usa o Google, obviamente, todos nós usamos, mas a diferença entre os “corretos” e os “errados”, é que o primeiro aprende com a ferramenta enquanto o segundo usa a ferramenta para fazer o seu “trabalho sujo”.

 

O uso muito comum pelos “errados” acabou gerando desconfiança por parte dos educadores. Estamos em 2010 e temos professores que por desconfiarem da ética de seus alunos pedem trabalhos escritos a mão, não que isso impedisse que as pessoas copiassem do Google, mas era uma tentativa. A geração Google está aí, aprendendo sozinha sobre tudo.  Está usando a internet como seu principal educador e as pessoas têm medo disso, elas acham que ficar na internet é perder tempo, que estudar é somente ficar lendo livros.

Acho que a sociedade ainda tem muito que aprender sobre o digital, perceber que esta ferramenta nova é muito mais social e colaborativa, que o consumo colaborativo é tendência e em breve vivenciaremos um novo tipo de comunismo dentro da sociedade. Temos que aprender a conviver com a internet. O trabalho dos pais e educadores é trazer para os jovens a educação digital, ensinar-lhes a usar da melhor forma a internet, alertar sobre os perigos e prevenir que eles se tornem “errados”. A grade curricular ainda vai ter a sua cadeira de ética digital, os jovens precisam ter consciência disso, precisam conhecer que o consumo colaborativo não é um fazer para o outro, mas sim, todos juntos fazendo um trabalho melhor.

PUBLICADO POR

Dennis Altermann

Fundador-Editor aqui no blog Midiatismo, trabalhando com marketing digital na DuPont Pioneer do Brasil. Entusiasta e estudioso nas áreas de comunicação, cultura, comportamento e tecnologias digitais.

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