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Victor Gonçalves já escreveu 1 vezes aqui. É Designer Gráfico, Certified ScrumMaster (CSM) em treinamento oficial da Scrum Alliance e atualmente cursa especialização em Mídias Interativas pelo Instituto Infnet.

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Há bastante tempo ouvimos falar de Web 2.0 como a evolução da internet ou a nova internet. Mas se analisarmos o comportamento dos usuários atualmente, a terceira geração da internet é uma ralidade não muito distante, podendo vigorar entre 5 a 10 anos..

Vamos aos fatos:

A Web 1.0 é a popularização da rede em si, sua implementação e um veículo onde as pessoas buscavam informações tendendo a interagir com o ambiente. Já Web na 2.0, a que vivemos hoje, o conceito de busca por informação se ampliou, (vide o Google que hoje oferece mais de 30 pacotes de serviços relacionados a marca) o usuário não busca simplesmente a informação, ele constrói o que vai circular na rede sendo o combustível da grande máquina do mundo moderno. É o que chamamos de internet colaborativa. Como exemplo podemos citar oWikipedia. Enciclopédia virtual onde todos colaboram com informações para construção de artigos informativos.
Outra característica da contemporaneidade virtual é o relacionamento das pessoas através das redes sociais. No Brasil a rede mais utilizada ainda é o popular Orkut, que há algum tempo não apresenta inovações coerentes.

4508250820 578fcf1a62 z O futuro da Internet: Web 3.0

Acredito que as redes sociais tenham grande parcela de influência para o que tende ser a Web 3.0. Vou tomar o ascendente Twitter  para demonstrar as tendências do mundo virtual.

O Twitter criou a pergunta mais famosa do mundo há alguns anos: What are you doing? / O que você está fazendo? As pessoas começaram realmente respondendo esta pergunta: “Indo ao mercado” ou “Arrumando as malas para pegar a estrada..” E o que isso significa? A perda de privacidade ou a tentativa de transformar os adeptos da rede em personagens onde possam ter uma vida virtual? (Isso me lembra o falecido Second Life..) Minha resposta é simples: Os dois..

Porém o microblog traz mais que isso. O fato de sua resposta ter até 140 caracteres, prova que o usuário não tem muito tempo ou paciência, a informação tem que ser objetiva, rápida e de fácil entendimento. Ele acessa mais de 5 sites ao mesmo tempo, busca e cria informação o tempo todo, e precisa disso pra já. A vantagem: Traz para a vida das pessoas o poder de síntese. Podemos ver a integração do mundo vitual-real.

E as possibilidades não param por aí, hoje o serviço é usado por grandes empresas para disseminação de campanhas e promoções, grandes marcas mantém um relacionamento direto com seus clientes ou usam o canal para conhecer seus futuros funcionários. A propagação da informação é extremamente rápida, qualquer um pode “tuitar” pelo celular ou smartphone e seu post pode se tornar um furo reportagem se você estiver no lugar certo e na hora certa.

Um ponto importante a ser comentado; com as redes sociais surgiram os formadores de opinião. E no Twitter podemos ver que tendenciosamente muitas pessoas querem ter seu lugar ao sol sendo reconhecidas no cyberespaço. Isto é natural diante do que a internet é hoje. Você começou assistindo, passou a colaborar e agora quer destaque. Tal fato se deve a evolução do pensar humano transformando o virtual em uma necessidade para a vida real.

Essa auto-afirmação, o estreitamento de relações entre marcas e consumidores, a interação máxima entre o real e o virtual são a web 2.0… O momento é de descobrimento, de deslumbre, de erros e acertos, de experiências.

A Web 3.0 tende a organizar essa quantidade de informação produzida na internet e usá-las de forma mais inteligente quebrando as barreiras entre o real e o virtual.

Meu último exemplo, talvez o mais prático para provar o rompimento dessas barreiras, é a criação de lojas virtuais baseadas na tecnologia Flex. Pra quem não conhece, é um framework da Adobe voltado para criação de interfaces e aplicações ricas para a web . Com ele você pode clicar em um produto que deseja comprar e arrastar para o seu “carrinho” virtual. É como se você pegasse um produto na gôndola do supermercado e colocasse no seu “carrinho” real.

Se isso é feito na Web 2.0, imagine na Web 3.0…

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  • http://www.juliobarros.com.br Júlio Barros
    Em uma palestra do Luli Radfahrer (@Radfahrer) ele fala que a Web 2.0 nada mas é do que a Web. O grande bumm foi graças a banda larga e a mobilidade, sem isso seria muito difícil essa espansão. Analizando estes aspectos, vale rassaltar que as mídias sociais são as grandes responsáveis por isso. Se formos numerar ao pé cada evolução da Web, dizer que estamos na ver. 3.0 seria pouco.
    • http://twitter.com/Midiatismo @Midiatismo
      Já tive o prazer de ir em uma palestra do @Radfahrer e quando fiz a pergunta sobre onde ele achava que iria parar a web 2.0, 3.0 e etc e ele mesmo respondeu, com muito humor, "essa coisa de nomenclatura você sabe como é, começa com 1, 2, 95, 98, vista, 7.". Aos risos acredito que todo mundo concordou que essas nomenclaturas nem sempre são a melhor forma de definir as coisas.
  • http://contextoweb.wordpress.com Maria Fernanda Lacerda Pereira
    Cabe às relações digitais a meta de progredir e gerar interatividade de novas formas cada vez mais rápido. tal evolução, independente do nome, mudará nossa forma de interagir na rede.

    Abs