Conteúdo das empresas não é interessante. #cpbr8

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A mesa redonda sobre conteúdo social contava com Daniela Bogorici, estrategista do Twitter Brasil, Juliano Kimura, especialista de conteúdo no Facebook Brasil, mediado por Edney Souza e Bia Granja do Youpix.

A conversa foi muito interessante para quem tem dúvidas sobre como o Twitter e o Facebook devem ser usados, mas também nos trouxe uma informação que já deve ser de conhecimento de todos que produzem conteúdo para marcas: Seu conteúdo não é interessante.

Este é o recado básico desta discussão. As empresas procuram novas formas de se destacaram, apelam para os mais diferentes memes e estão sempre tentando engajar com os seus consumidor dentro de qualquer rede social que participem, mas o fato é que o conteúdo criado por marcas dificilmente vai ser interessante.

Esqueça por um segundo que você trabalhe com comunicação (caso você trabalhe) e cite um post interessante de uma empresa que você gosta. Todas aquelas marcas que você curte no Facebook, você espera mesmo receber conteúdo delas? Qual conteúdo exatamente você espera?

O que ficou claro para mim nesta mesa redonda é que precisamos parar e nos perguntar o que as pessoas querem receber. Você pode usar o Facebook apenas de forma comercial, publicando imagem de seus produtos e serviços e investindo em anúncios. Exatamente como você já faz na TV ou impressos.

Se você quer ser realmente reconhecido, você tem que ser social, mas como ser social? Como trazer algo realmente interessante para quem acompanha a sua marca? Essa é a grande questão. Cada empresa tem que pensar bem na sua estratégia. Qual é o objetivo de comunicação da marca? Quem ela quer atingir? O que ela espera em retorno? Essas são algumas das perguntas que você deve fazer.

Em dado momento a Bia Granja trouxe a discussão dessa semana, sobre o estado atual dos blogs e qual o papel deles dentro do cenário digital brasileiro. Bia lembra que o blog, assim como qualquer mídia social, deve ser humanizada. As pessoas que participam, querem se sentir como parte daquilo. Se elas interagem, elas querem um retorno. Ela comentou no seu post? Consegue comentar algo mais do que “Obrigado pelo seu comentário!”? Então o faça.

Para Daniela, do Twitter, nós (profissionais da área) precisamos entender que as coisas não acontecem por acaso. Ela usou perfeitamente o exemplo do biscoito Oreo, que no ano passado teve um post muito bem sucedido ao fazer uma piada com o fato de ter acabado a luz durante o Super Bowl daquele ano. O efeito viral foi incrível e o caso foi mencionado em diversas salas de aula como um exemplo. Mas o que as pessoas não comentam é que antes daquele post, houveram dezenas de outras tentativas de usar ação em real time para gerar viralização. Oreo estava tentando isso em diversos outros eventos, nem todos deram certo, mas a cada nova tentativa, eles ficavam mais preparados para tentar novamente.

Acho que as duas principais mensagens que resumem essa palestra são:

  1. Pense melhor no que você quer comunicar aos seus fãs/seguidores. Como você pode agregar valor a eles de alguma forma?
  2. Tente modelos diferentes, experimente novas formas de interação e não desista de procurar novas formas de interagir com aquelas pessoas.

PUBLICADO POR

Dennis Altermann

Fundador-Editor aqui no blog Midiatismo, trabalhando com marketing digital na DuPont Pioneer do Brasil. Entusiasta e estudioso nas áreas de comunicação, cultura, comportamento e tecnologias digitais.

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  • Nil Tojal Almeida

    Poxa, excelente assunto, valeu por ter dado essa palhinha do que está rolando no #cpbr8 Não tive oportunidade de ir. valeu 🙂

    • Que bom que curtiu 🙂 Sempre há algo interessante na Campus Party para se assistir.

  • Higor Costa

    Muito bem pautado. As páginas de marcas no Facebook, no geral, não geram muito conteúdo interativo para o público. Serve somente como uma maneira de dizer que gosta da marca, sem interatividade com o consumidor.

  • Amanda Delarocca

    Seria realmente interessante se as marcas interagissem com o consumidor perguntando o que eles gostariam de ver… Mas, poucas se preocupam com essa tática!

    • A estratégia é interessante, mas ao mesmo tempo, muito complicada. Será que a empresa vai estar realmente disposta a oferecer o que o consumidor quer? E sempre tem aquela história. O consumidor sabe o que ele realmente quer?