O Hiperlocal nas Redes Sociais

quinta-feira, 10/02/11

O hiperlocal vem se tornando a principal vedete nas rodas de conversas entre especialistas de comunicação. Por quê? Bom, talvez cansados de uma abordagem de globalização que os assuntos acabaram tomando nos últimos 15, 20 anos e por conta da proliferação de diversos discursos acerca do que acontece num mundo sem fronteiras, o público esteja um pouco saturado das informações que recebe sobre a realidade que não lhes é vivida.

A “bairrização” da informação está ganhando novos adeptos. Essa tendência visa a estimular o cidadão comum a exercitar um pouco mais o seu papel de cidadão. Informando situações que ocorrem em diversas localidades, prestando assistência sobre problemas oriundos de seu bairro, relatando a falta de segurança em determinadas regiões. Isso sempre existiu mas as plataformas digitais agora vem influenciando para que a participação colaborativa do internauta e seja muito mais ativa.

O hiperlocal não precisa exatamente desse contexto para crescer. Ele também pode ser usado para se divertir. Se utilizarmos as novas ferramentas geolocais para isso nós ampliamos potencialmente essas situações e quando adicionamos as redes sociais, percebemos que seu sucesso é quase imediato.

E as redes sociais (ou seus criadores) vêm percebendo isso. O Cromaz é a mais nova integrante desse sistema. A rede social que entrou no ar há cerca de um mês no Rio de Janeiro baseia-se na experiência da hiperlocalidade – trocando em miúdos, é uma rede social feita para você e sua vizinhança.

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Funciona da seguinte forma, você se cadastra informando seus dados e endereços (que fique claro que o sistema não expõe esses dados abertamente o que poderia trazer perigos em potencial ao usuário), o sistema então faz uma varredura local e lista pessoas que morem próximos de você com qual você poderia fazer amizade, mas que você por alguma razão não conheça.

Durante o início dos anos 2000, diversos psicólogos informaram que o avanço tecnológico deixaria cada indivíduo sozinho, sem manter contato com seus pares na região em que vive só buscando contatos virtuais. Talvez o hiperlocal venha ser uma resposta a preocupação desses estudiosos que acreditaram que a tecnologia poderia ser um inimigo das relações humanas.

  • http://www.facebook.com/Ray.ctba @Ray_ctba
    Tentei faer o cadastro no site http://www.cromaz.com mas quando seleciono meu estado ele apresenta o seguinte erro: Your request timed out. Please retry the request.
    Ta ocorrendo algum problema específico com o cadastramento?
    • http://www.midiatismo.com.br Dennis Altermann
      Não sei te responder, é melhor você tentar entrar em contato com o atendimento da rede social.
  • http://20dizer-isso.blogspot.com Rafael Gomes
    Gente o serviço ainda esta em fase de testes e é só no RJ. em algumas localidades.. Apesar disso, o site já tem proximo de 40, 45 mil usuários. Um numero bem expressivo se for contar que tem pouco mais de um mês
  • http://twitter.com/FelipeMartinsGr Felipe M. Greiner
    Uma idéia diferenciada de “rede social”, não tanto global, mais local. Será útil se todos se cadastrarem, pois se permanecer como inúmeras redes sociais escondidas por aí, a ideia não irá vingar.