Como fazer ou comprar um site?

Apesar de parecer uma pergunta bem simples, e talvez seja algo muito simples para quem trabalha na área, é uma questão que sempre acaba aparecendo para quem nunca precisou fazer um site. Esse texto é voltado aquelas pessoas que tem uma empresa/serviço e precisam de um site, mas que não sabem nem por onde começar e nem o que procurar.

A primeira pergunta. O que eu preciso saber antes de ir atrás de alguém que possa fazer um site para mim?

Parece idiota falar isso, mas comece deixando claro para você mesmo porque quer um site. O que espera que esse site traga para o seu negócio? Esse é o primeiro passo. Outro ponto importante, você já tem alguma presença online, como um site, blog ou página em alguma rede social?

Qual o meu objetivo?

Caso você ainda não tenha nada na internet, procure reunir todas informações sobre a sua empresa, começando pela identidade visual. A identidade visual não é apenas ter um logo, mas conhecendo o mercado de pequenas e médias empresas provavelmente é o único material relacionado a identidade que teremos acesso. O ideal é ter um manual de identidade visual, que define não apenas o logo, mas as cores da empresa, aplicações do logo, fontes e exemplos de aplicação da marca em diferentes meios.

Voltando ao site. Pense em qual será o objetivo principal dele. Sempre que faço essa pergunta, as pessoas respondem que o objetivo é vender mais, isso é o óbvio. Existe alguma empresa que não quer vender mais? Você precisa ir além disso. Alguns exemplos de objetivo para um site:

  • Coletar email de pessoas interessadas no meu negócio;
  • Fornecer informações sobre os produtos que eu vendo;
  • Oferecer informações para pessoas que buscam sobre minha empresa no Google;
  • Se tornar referência em determinado assunto;

Existem diversos possíveis objetivos, esses são apenas alguns. Isso não quer dizer que o site não possa ter vários, mas o ideal é definir quais são e qual a ordem de prioridade, desta forma quem for trabalhar no site vai conseguir atingir com mais sucesso o objetivo pretendido. Um site voltado a captar emails é bem diferente de um site institucional, e um site com muitos objetivos pode acabar não atingindo nenhum deles.

Entendendo os concorrentes e buscando referências

Outra questão relevante para desenvolver o seu site é pesquisar a presença online de seus concorrentes. Como são os sites deles? Como eles se posicionam e o que fazem? Esta informação é muito importante não apenas para saber o que seus concorrentes andam fazendo, mas também para evitar que o seu site seja uma cópia da concorrência. Se diferenciar é importante.

Para evitar dores de cabeça e retrabalho, outra recomendação minha é que você procure por referências visuais de sites que você acha interessante. Eles não precisam nem estar relacionados a sua área de atuação, servem apenas como referência do seu gosto e noção de estética.

A ideia deste tipo de informação é permitir que quem for trabalhar em seu site saiba o que você tem como referência de um bom site, isso evita que haja uma visão muito diferente entre o que você vai adquirir e o que você espera adquirir de alguém. Mas, mesmo assim, devo lembrar que ao contratar alguém para fazer o seu site, deve confiar no trabalho da pessoa e não esperar que ela simplesmente faça um site igual ao da concorrência ou qualquer um que você ache legal.

As referências de outros sites podem ser visuais – combinação de cores e layout– e também pode ser estrutural – quais informações são priorizadas e quais páginas existem. Quanto mais referências melhor, mas não esqueça de quando passar os sites, descrever o que chamou a sua atenção naquele site.

Conteúdo, o coração do site

Devemos nos lembrar quem não existe um produto sem matéria prima e uma das matérias prima de um site é justamente o seu conteúdo. Antes de procurar alguém que faça um site para você, é fundamental que você tenha noção do que o site terá em relação a conteúdo. Não é necessário o conteúdo finalizado e revisado, mas quanto mais próximo disso melhor.

Seu site vai ter uma página de contato? Existem várias formas de entrar em contato? Página com a história da empresa? Links para alguma redes sociais? Quais? Tente definir tudo isso antes, facilita bastante na hora de conseguir orçamentos e acelera bastante o processo de produção do site. Sem contar é claro, que torna o trabalho do designer muito mais fácil e com isso, seu site pode ser melhor adaptado a realidade que ele precisa.

Ninguém vai conseguir fazer um bom trabalho se o briefing for apenas “faça um site para mim”. Tente ir além disso. Quanto mais informações, melhor será o resultado.

Tudo definido. Por onde eu começo?

Você já tem a identidade visual pronta, o logo de preferência em curvas (CDR, AI ou EPS) e já tem quase todo o conteúdo que quer colocar dentro do site, está na hora descobrir como fazer o site ou achar que o faça.

Existem basicamente duas opções, faça você mesmo ou pague alguém para fazer. Caso você tenha algum conhecido em HTML pode tentar fazer o seu próprio site, pode não ser muito difícil dependendo do que você busca, mas se você está lendo até aqui, provavelmente não tem esse conhecimento técnico e está procurando outras formas de conseguir um site.

Se você não entende nada de HTML ou CSS e nem tem nem ideia do que eu estou falando, outra opção é partir para ferramentas de criação de site como o WIX, Squarespace (não, este post não foi pago, antes que alguém me acuse) e tantos outros semelhantes. Nestes sites há modelos prontos de sites e eles tem foco justamente nas pessoas que querem construir o seu próprio site, mas não tem conhecimento nenhum conhecimento técnico em programação.

Apesar de achar muito interessante a ideia de criar o seu próprio site, eu realmente não acho que seja uma ideia tão boa se você não tem nenhum conhecimento de design. Por mais fácil que sejam as ferramentas, você precisa ao menos ter algum conhecimento para construir algo que fique legal. Esses serviços são bem baratos, o que acaba sendo atraente algumas vezes – é importante salientar que todos tem versões gratuitas, mas que são bem limitadas se você não investir um valor mensal.

A outra opção e também a mais comum e recomendada é: Procure ajuda de um profissional. Isso inclui agências de comunicação digital e agências de propaganda ou você pode tentar entrar em contato com um freelancer, que são profissional que trabalham por conta própria. Existem vantagens e desvantagens de uma agência vs um freelancer, os pontos mais importantes para você diferenciar ambos vai acabar sendo o preço e o histórico de trabalho de ambos.

Eu recomendo procurar agências, que geralmente vão cobrar mais, mas passam mais segurança. Free lancers valem a pena se você já conhece o trabalho ou se alguém lhe recomendou. Existem muito casos de pessoas que contratam os famosos freelas e esse profissional não entrega dentro dos prazos ou faz trabalhos que deixam a desejar. Não que as agências não cometam estes mesmo erros, mas por ser uma empresa eles tendem a ter mais cuidado com a sua imagem.

Não vou trazer a discussão de agência vs freelancer aqui, não é exatamente o objetivo deste post.

Como eu escolho meu nome na internet?

Todo site da internet está hospedado em um servidor e é encontrado através de um domínio. Pense que a hospedagem é como a casa e o domínio é o endereço dessa casa. Todo site precisa estar hospedado em algum lugar, por isso você vai precisar contratar uma hospedagem ou host, como chamam em inglês. Se você contratar alguém para fazer o seu site, possivelmente a pessoa vai fazer essa parte para você.

Existem milhares de serviços de hospedagens, brasileiros e internacionais, com uma diversidade enorme de tamanhos, preços e formatos. Se você não entende nada do assunto, talvez seja interessante confiar em um profissional da área para lhe indicar qual é a melhor escolha.

No Brasil temos alguns hosts bem conhecidos, como Locaweb, KingHost e UOL Host e tantos outros. Fora do país, temos alguns como o MediaTemple (este é o que usamos no blog), Dreamhost e tantos outros também.

Existe alguma diferença entre servidor brasileiro e aqueles do exterior? Basicamente não. As diferença são de suporte (caso você precise de alguma ajuda, para usar servidores internacionais, precisará dominar o inglês), valor (geralmente os estrangeiros são mais baratos) e também de localidade – apesar de não ser um grande diferencial, um servidor nacional tende a ter resposta mais rápida se os seus visitantes forem do Brasil e isso melhora a performance e por consequência pode afetar o posicionamento do seu site no Google.

Os valores podem variar bastante, depende o que você busca. A grande maioria dos sites pegam planos normais, que variam de R$20 até R$50. Você irá precisar de planos melhores caso queira utilizar para algum serviço ou aplicação que exija bastante espaço ou potência do servidor. Se você for precisar de algo melhor, provavelmente a agência ou profissional que está fazendo o site para você irá lhe informar.

Com um site próprio você também pode configurar um email próprio, como ter [email protected]. Isto torna o seu negócio muito mais profissional, mas não pretendo entrar neste assunto agora. Você apenas precisa saber que para ter um email próprio você precisará de um servidor.

Depois de escolhido o servidor onde você irá hospedar o seu site, precisa definir qual é o endereço que ele vai ter. Provavelmente quem você está pagando para fazer o site vai lhe auxiliar nessa parte também, mas caso você queira fazer essa parte, acesse o registro.br e procure por um domínio que esteja vago e compre.

Cada domínio custa R$30 por ano e eu recomendo que você crie uma conta e compre você mesmo o seu domínio, dessa forma você sempre terá acesso a ele e, caso venha a trocar de fornecedor para trabalhar em seu site, não terá problemas. É muito comum as agências se oferecerem para comprar e administrar o domínio, mas caso você queira trocar para outra agência, eles podem complicar para liberar o acesso. Sem contar que os emails que você receber para renovar o domínio serão enviados diretamente para você. Falando nisso, nunca esqueça de renovar o domínio, pois caso não pague poderá perder ele e com isso alguém pode comprar no seu lugar.

Então por mais que você mesmo crie o seu site, já deve ter percebido que terá o custo mensal do servidor e o custo anual do domínio.

Eu preciso entender de tecnologia para fazer um site?

Uma dúvida muito frequente é se a pessoa precisa entender algo de sites para pode solicitar que alguém faça um. A resposta é simples, não – mas é melhor se você entender algo.

Para lhe ajudar, vou colocar aqui um pequeno glossário de palavras e termos que você provavelmente pode ouvir ou ver durante a negociação de um site e de uma forma que qualquer um vai entender. Quanto mais você souber, menor a chance de alguém tentar te enganar.

  • HTML: Tecnologia utilizada para criar estrutura do site;
  • CSS: Tecnologia que dar cores e formas para as estruturas criadas pelo HTML;
  • JavaScript: Tecnologia que pode ser usada para criar estruturas dinâmicas no site;
  • PHP e ASP: Tecnologias mais comuns para criar sites, mas que são executadas pelo servidor;
  • Front-end: Nome dado para todas as tecnologias responsáveis por criar o que o usuário vê;
  • Back-end: Nome dado para todas as tecnologias executadas dentro do servidor, ou seja, ficam no plano de fundo do site;
  • Framework: São ‘bibliotecas’ que trazem coisas prontas – Já falamos em nosso post sobre design responsivo;
  • CMS: Sigla em inglês para Content Management System, ou seja, sistema de gerenciamento de conteúdo – é o termo usado para definir uma plataforma que você pode editar páginas e publicar novos conteúdos;

Existem milhares de termos diferentes, mas estes são alguns dos mais comuns. Caso já tenha visto algum que não saiba o que é ou que acha que seja interessante colocar nesta lista, nos avise nos comentários 🙂

Quanto é um preço justo por um site?

Essa pergunta é muito frequente, mas muito difícil de responder. A melhor forma de saber é definindo bem o seu projeto e fazendo orçamento com vários locais diferentes. O valor de um site pode variar muito dependendo de tudo que você quer colocar nele e quais são as suas necessidades. Já vi pessoalmente o valor ter diferenças bem grandes dependendo a região do país, por exemplo, já vi empresas do centro do país cobrarem valores até cinco vezes maior do que empresas do sul do país, por isso recomendo olhar por empresas renomadas em diferentes localidades do país – não se preocupe, você não precisa visitar pessoalmente a agência que for lhe atender, hoje em dia é possível resolver tudo por email 🙂

Tem gente fazendo site por R$100, assim como tem sites que custam algumas centenas de milhares de reais.

O que posso lhe dizer são coisas que interferem diretamente no valor. Se o site é estático ou terá painel de administração (através de um CMS ou não). Se você quer, por exemplo, ter um painel que você pode acessar e alterar o conteúdo das páginas ou, por exemplo, alterar valores do menu do seu produto. Se o site terá também um blog onde você mesmo pode publicar informações e noticias.

Reúna todas as informações que citamos acima em um email e envie para quem for fazer o seu site, quanto mais informação e mais clareza, melhor será o resultado.

Tem alguma outra dúvida? Deixe nos comentários!

AH! Antes que perguntem, eu não trabalho com desenvolvimento de sites, mas se tiver qualquer dúvida deixe nos comentários que ajudo dentro do possível.

Imagens por www.shutterstock.com

PUBLICADO POR

Dennis Altermann

Fundador-Editor aqui no blog Midiatismo, trabalhando com marketing digital na DuPont Pioneer do Brasil. Entusiasta e estudioso nas áreas de comunicação, cultura, comportamento e tecnologias digitais.

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  • Sandra Peres

    Gostei, bem completo. Quero um outro blog e estou lendo tudo sobre para não cometer os mesmos erros.

  • Anderson Sampa

    muito bom, informação é sempre bom