A Social TV muda a realidade da televisão brasileira? #cpbr6

O final desta sexta-feira(1º/Fev), próximo do final da Campus Party Brasil 2013, houve uma mesa com Nilson Xavier, critico de novelas do portal UOL, Caio Fochetto, coordenador de web dos canais a cabo The History Channel, A[&]E e Bio, Lele Siedschlag, colunista do Te Dou Um Dado e Alex Medeiros, Produtor de Transmídia da TV Globo. Como você pode notar, todos ligados de alguma forma ao universo da web e da televisão brasileira.

A primeira questão levantada é sobre a definição de “Social TV”. A TV Social é aquele velho hábito que temos de socializar o que vemos na TV, termo que ganhou bastante destaque nos últimos tempos com o fenômeno que são os comentários sobre os programas de televisão nas redes sociais. Como bem lembrado pelos palestrantes presentes, este fenômeno não é novo e não surgiu com as redes sociais, mas tomou uma proporção diferente. Este comportamento já ocorre no “mundo real” quando comentamos no trabalho ou com os amigos sobre o que vimos ontem na televisão, com a diferença de que agora fazemos em tempo real.
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Sabemos que quando uma pessoa vê outra comentar sobre um programa de TV, a chance de ela começar a assistir aquilo é muito maior. De fato, vimos um fenômeno muito forte em relação a TV Social com a novela Avenida Brasil, transmitida pela Rede Globo em 2012. O fenômeno desta novela foi tão grande, que vimos memes sendo criados todas as semanas e a novela ficar entre os assuntos mais comentados do Twitter. Fato semelhante ocorre com o Mulheres Ricas, reality show que com grande frequência entre nos assuntos mais comentados, mas que nunca passa da 3ª posição no Ibope. Ai que entra a questão, até onde as redes sociais estão influenciando na programação da TV? Segundo boa parte da mesa, a influência é muito pouca, principalmente pelo fato de o Twitter não ter tantos usuários assim no país (e inclusive vem diminuindo por aqui nos últimos meses).

Outra questão levantada pela mesa é que a interatividade através da internet é bem relativa em cada programa. Alguns programas são mais “Twitter friendly“, como comentou Alex Medeiros, que também lembrou que a novela Salve Jorge tem mais Ibope que o BBB, mas o reality show tem muito mais menções nas redes sociais.

Resumindo, podemos entender que a “Social TV” nas redes sociais é uma forte tendência, mas nem por isso vai trazer grandes modificações para a programação que conhecemos hoje. No caso de programas de internet e de seriados americanos, vemos um apelo muito mais forte a “Social TV” ao serem utilizadas “hashtags” oficiais e promoção em serviços  como o Get Glue.

PUBLICADO POR

Dennis Altermann

Fundador-Editor aqui no blog Midiatismo, trabalhando com marketing digital na DuPont Pioneer do Brasil. Entusiasta e estudioso nas áreas de comunicação, cultura, comportamento e tecnologias digitais.

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